Mário Junqueira deu várias tragadas profundas no cigarro, o que deixou os cantos dos seus olhos corados e quentes em um instante. Depois de fumar mais da metade, disse:
— Pelo que ele deu a entender antes, mesmo que não tenha corrido atrás dela, ele não quer abrir mão. E as intenções da Natália Nascimento... também não estão claras.
Dizendo isso, ele olhou para dentro da janela do carro, mas na verdade não se via muito do lado de fora.
Fernanda Flora respirou fundo, soltou o ar e disse:
— Desde que a Nati já tenha se decidido, tudo será muito mais fácil.
Mário assentiu, jogou o cigarro fora, apagou-o com um pisão forte e disse:
— Vamos voltar para a Mansão Junqueira primeiro.
Fernanda disse:
— Nós duas também vamos para lá. Vou fazer companhia para a Nati e ver o que ela tem em mente.
Mário concordou:
— Certo, vamos.
Logo, o grupo retornou à Mansão Junqueira.
Mas já era tarde.
Já passava das onze horas.
Natália estava pálida e com uma expressão exausta.
Mário levou-a primeiro para se instalar na Suíte Áurea e perguntou:
— Quer descansar sozinha ou prefere que a Fernanda e a Tai fiquem com você?
Natália não estava com muita vontade de falar, então respondeu sem forças:
— Quero... dormir primeiro.
— Hum. — Mário assentiu, e logo perguntou: — Está sentindo algum desconforto no corpo?
Natália sentia, sim, um leve incômodo, uma cólica no baixo ventre.
Mas ela balançou a cabeça.
— Não.
— Certo. — disse Mário: — Então descanse primeiro. Se precisar de algo, me ligue a qualquer hora.
Natália assentiu.
Mário virou-se e saiu do quarto.
Fernanda Flora e Tainá Teixeira perguntaram:
— Como ela está?
— Ela quer um momento de silêncio agora. Já é muito tarde, todos devem descansar primeiro, falaremos sobre isso amanhã.
As duas só puderam concordar.
Mário ordenou ao Sr. Jorge, que estava ao lado:
— Peça para a cozinha aquecer um leite e trazer para cá.

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