Caio Fonseca acelerou com tudo e partiu como um foguete, de fato dirigindo bem rápido.
Tainá Teixeira estava sentada no banco de trás, e Mário Junqueira no banco do passageiro.
Agarrando-se à alça de segurança do carro, Tainá Teixeira não pôde deixar de perguntar:
— O que aconteceu com Nati?
Mário Junqueira, apertando o celular com força, balançou a cabeça:
— Ela não disse, e eu não perguntei.
Tainá Teixeira franziu a testa:
— Então... por que não pergunta?
Caso contrário, não adiantava ir para lá com tanta urgência sem saber o que estava acontecendo.
Mas Tainá Teixeira também estava preocupada por dentro, sentindo que certamente algo ruim tinha ocorrido.
Ao ouvir isso, Mário Junqueira não respondeu. Ele baixou os olhos para olhar o celular, acendeu a tela, mas logo a apagou de novo.
Por fim, permaneceu em silêncio, apenas fitando a estrada à frente.
Tainá Teixeira o observou por um bom tempo e percebeu que ele ocasionalmente olhava o celular, acendia a tela e a apagava novamente.
Talvez estivesse verificando a hora, ou talvez, quisesse perguntar... mas não tinha coragem.
Tainá Teixeira abaixou os olhos; a situação era bem delicada.
O acordo já estava assinado, mas um único telefonema de Natália — sem sequer explicar o motivo — fez Mário Junqueira anular o contrato e partir apressadamente.
O normal seria perguntar o que havia acontecido no caminho para saber como lidar com a situação ao chegar.
Mas ele não se atrevia a perguntar.
Será que... Natália havia brigado com Sérgio novamente?
Se fosse uma briga com Sérgio, a ponto de ligar para Mário Junqueira às dez da noite pedindo para ele ir, claramente não seria uma questão trivial.
Natália sempre fora muito tolerante e paciente com Sérgio, mas se chegou ao ponto de chamar Mário Junqueira diretamente, é evidente que... ela poderia ter atingido seu limite.
Embora essa fosse a possibilidade mais alta, não se descartava a chance de ser algo... totalmente diferente, sem relação com os problemas emocionais e matrimoniais com Sérgio.
Então, o medo de Mário Junqueira não era apenas de que fosse mais uma briga do casal, mas de que pudesse ser alguma outra coisa?
Caio Fonseca dirigia feito louco, ultrapassando sinais vermelhos. Tainá Teixeira sentia que ele estava afundando o pé no acelerador até sair faísca.
Naquela correria, já haviam percorrido metade do caminho.
Nesse momento, Tainá Teixeira disse novamente:
— Tem certeza de que não quer perguntar o que aconteceu? Que tal... eu perguntar?
Mesmo que não fosse uma briga, seria bom ter um preparo psicológico.
Dizendo isso, Tainá Teixeira fez menção de pegar o celular.

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