A mulher assentiu, lendo atentamente o acordo.
Mário Junqueira pegou um cigarro, e Caio Fonseca se apressou em acendê-lo para ele.
Tainá Teixeira franziu a testa, observando-o de lado.
Ele estava inexpressivo, fumando lentamente, com o olhar perdido casualmente sobre a mesa.
Com uma mão segurava o cigarro, enquanto com a outra, seus dedos fortes e pálidos batiam na longa e larga mesa de reuniões num ritmo nem muito rápido, nem muito devagar, com uma força controlada.
Ao vê-lo assim, Tainá Teixeira não sabia dizer se ele estava ansioso ou tranquilo.
O contrato era extenso, e a mulher o lia com bastante seriedade.
O tempo parecia passar lentamente, segundo a segundo.
Após terminar o primeiro cigarro, Mário Junqueira levantou a mão e pegou diretamente o segundo.
Caio Fonseca não ousou dizer nada, apenas o acendeu com respeito.
Tainá Teixeira abriu a boca, mas não conseguiu pronunciar uma única palavra.
Depois de pensar um pouco, mudou de estratégia, deu um sorriso e disse:
— O que há para discordar? É só lucro, não é?
Ela olhou para a mulher à sua frente.
A mulher se surpreendeu por um momento, ergueu o olhar para ela, pensou e assentiu.
— Sim.
Dito isso, pegou a caneta e começou a assinar.
O fato que Tainá Teixeira havia declarado era inquestionável para aquela mulher: era puramente lucro.
Isso também acelerou o processo de assinatura, não sendo necessário analisar cláusula por cláusula minuciosamente.
Depois de assinar, ela leria bem as regras estipuladas no contrato para garantir que não cometeria nenhuma infração.
Um sentimento de impotência tomou conta do coração de Tainá Teixeira; ela apenas observava a mão da mulher assinando os papéis.
Mário Junqueira tirou o cordão de contas budistas e começou a rolá-lo entre as mãos.
Seu olhar também recaiu sobre o espaço em branco que a mulher estava preenchendo.
Seria rápido.
Assinar um nome realmente não demorava. Após terminar, a mulher largou a caneta e olhou para Mário Junqueira.
A mão que rodava as contas parou.
A mulher se levantou e empurrou cuidadosamente a caneta e o acordo para Mário Junqueira, do outro lado da mesa.
— Está assinado.
O olhar de Mário Junqueira baixou para os papéis.
Ele levantou a mão, entregando o cordão de contas para Caio Fonseca, e falou num tom indescritivelmente exausto:
— Guarde isso.
Caio Fonseca paralisou, e Tainá Teixeira também.
Guardar? Guardar o cordão?
Ele não o usaria mais?
Isso significava que ele não iria mais reprimir seus sentimentos por Natália?

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