É por isso que Sérgio não queria abrir mão de uma Natália como essa.
Por isso ele havia mudado de repente, melhorado.
Se não fosse pelo fato de Natália ser tão boa, por que Sérgio mudaria?
Por que se recusaria a soltá-la até a morte?
Mas, de qualquer forma... não importava o que fazer.
Era hora de colocar um fim nisso.
E, de fato, isso aconteceria muito em breve.
Vendo-o hesitar em silêncio, Caio Fonseca não pôde deixar de perguntar, sondando:
— Sr. Junqueira...
Mário voltou a si, contendo seus pensamentos, e disse:
— Devo chegar em casa amanhã à noite, por volta das nove.
Caio Fonseca respondeu:
— Sim, senhor.
Mário suspirou de cansaço, massageando as têmporas:
— Leve essa pessoa para me esperar na Mansão Junqueira às nove; assinaremos um acordo primeiro.
Caio Fonseca assentiu:
— Certo, entendido.
Mário, não querendo prolongar o assunto, falou:
— Vou desligar.
Mas Caio Fonseca insistiu:
— Sr. Junqueira!
Mário franziu a testa:
— O que foi?
Caio Fonseca pareceu não saber como se expressar, gaguejando por um tempo antes de soltar:
— O senhor... tem certeza de que quer tomar essa decisão?
Mário, irritado, pegou a carteira de cigarros:
— Por que você fala tanto?
Caio Fonseca argumentou:
— Senhor, uma flecha atirada... não volta para o arco. Temo que esteja agindo por impulso e acabe se arrependendo dessa decisão.
Mário respondeu com firmeza:
— Já que é uma decisão, não há do que me arrepender.
Se houvesse espaço para arrependimento, não seria uma decisão.
— Pare de se preocupar à toa e apenas faça o seu trabalho. — Mário acendeu um cigarro, terminou a frase e desligou o telefone.

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