Tainá Teixeira parou no meio do caminho, sentindo que realmente não conseguia mais dar um passo.
Ela pegou um cigarro, acendeu-o e agachou-se na beira do caminho do jardim para fumar.
Havia dado apenas algumas tragadas quando Mário Junqueira ligou, perguntando:
— Ainda não entrou?
Tainá não teve escolha a não ser apagar o cigarro e se levantar.
— Já estou indo.
Ela entrou no salão principal. A decoração da casa até que era muito boa. Mário estava sentado no sofá.
Tainá se aproximou e viu uma garrafa de vinho tinto sobre a mesa de centro.
Mário olhou para ela.
— Sente-se.
Tainá, no entanto, disse:
— Eu... preciso ir ao banheiro!
Mário apontou a direção para ela.
Tainá enrolou o máximo que pôde no banheiro, mas, no fim, não teve como evitar o inevitável.
Ela se sentou no sofá, e Mário foi direto ao ponto.
— Foi procurar a Natália para conversar?
— Sim. — Tainá assentiu, decidindo ser direta. Ficar enrolando não adiantaria, no fim teria que contar de qualquer jeito.
— O que ela disse? — Mário acendeu um cigarro e estendeu a mão para pegar a taça de vinho.
Tainá respirou fundo e olhou nos olhos dele.
— Eu... ainda não falei com ela.
Mário franziu a testa e ergueu uma das sobrancelhas.
— Como assim?
Tainá esfregou o rosto, abaixou o olhar, acendeu um cigarro e disse:
— A Natália e o Sérgio se reconciliaram.
Depois de falar, ela abaixou a cabeça e continuou fumando, sem coragem para olhar a expressão de Mário.

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