Tainá imediatamente pareceu ver um fantasma e todos os alertas soaram em sua cabeça.
Ela estava prestes a soltar os cachorros, mas inesperadamente Melissa disse antes:
— Uau, as flores são lindas, são para a Nati, não são?
Sérgio assentiu e entregou as flores para Natália.
Tainá arregalou os olhos: o quê???
Para... para... a Natália?
Num choque indescritível, Tainá assistiu Natália recebê-las, assistiu Natália sorrir e assistiu Natália lhe dizer:
— Vamos comer, Tainá.
Tainá ainda não conseguia recuperar a compostura.
Até que Sérgio ainda a abordou propositalmente, dizendo:
— Por que só você veio, o Mário não veio com você?
Tainá só então acordou do torpor. Sentindo a língua embaraçada, inventou uma desculpa qualquer:
— Ele está ocupado.
Depois, observou novamente Sérgio de forma pró-ativa servindo comida para Natália e conversando com ela. Melissa também conversou, mas sem tentar roubar a cena ou causar confusão.
Depois do jantar, Tainá sentia-se como se tivessem lhe injetado algum alucinógeno. Puxou Natália rapidamente:
— Vamos dar uma volta lá fora?
Já no jardim, Tainá puxou Natália até um coreto mais tranquilo e afastado, perguntando chocada:
— O que, qual é a situação?
Ela até planejava vir para virar a mesa ou arremessar as tigelas e, em vez disso...
Natália contou o que havia acontecido de forma concisa para Tainá.
Tainá continuava perplexa:
— Então... aquele cachorro do Sérgio te pediu desculpas espontaneamente, implorou a reconciliação e, agora, mudou para melhor. Vocês realmente se reconciliaram? Não vão mais se divorciar? E a Melissa... também não foi um problema?
Natália assentiu:
— Até o momento, sim.

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