Natália olhou para ele, abrindo um leve sorriso.
— Tudo bem.
— Certo, pode entrar. — disse Mário.
Natália passou pela porta da mansão, e só então Mário voltou para o carro.
Tainá já havia passado para o banco do passageiro e puxava os próprios cabelos.
— Que raiva. A propósito, não dava para fazer a Nati se mudar e morar em outro lugar?
Mário acendeu um cigarro e balançou a cabeça.
— Se ela se mudar, eles ainda vão encontrar motivos para falar. Claro, se a Natália quiser se mudar, tudo bem. Se eles quiserem falar, que falem. É só bater o pé e resistir.
Tainá assentiu e logo acrescentou:
— E se... a gente simplesmente sugerir que a Nati comece a trabalhar? Assim, ela pode usar o trabalho como desculpa e só voltar para casa à noite para dormir. De quebra, pode usar a desculpa de hora extra para nem voltar. Se viajar a trabalho por meses a fio, não seria ainda mais perfeito?
Quanto mais falava, mais empolgada Tainá ficava.
— Isso, isso mesmo! Meu Deus, eu sou um gênio! Essa ideia é ótima, não é?
Ela perguntou a Mário, animada, com os olhos brilhando intensamente.
Mário deu uma tragada no cigarro, ponderando sobre a viabilidade daquela sugestão.
Evidentemente, a viabilidade era bem alta.
Mas... o ponto central disso era fazer com que Natália evitasse Melissa até que esse período passasse?
Só que isso era apenas evitar a situação, não tinha relação alguma com o divórcio.
Mário fumava com calma, as sobrancelhas ligeiramente franzidas, sem dizer nada.

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