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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 255

— Sim. — Gorete assentiu com franqueza. Seus olhos demonstravam culpa ou talvez remorso, e ela disse a Natália: — Você deveria ser mais compreensiva com a situação da Mel...

Aquilo fez a expressão antes apenas séria de Natália ficar completamente gélida.

Marcelo também levantou os olhos, encarando Gorete com a testa franzida.

Gorete apressou-se em acrescentar: — E agradeço também por sua compreensão! A situação da Mel é especial, mas serão apenas por alguns meses, ainda mais considerando que a criança que ela espera é do Fábio Fontes. O vínculo de vocês com o Fábio sempre foi claro para nós. Acredito que você tratará essa criança como se fosse sua, e com certeza vai ser muito boa para ela...

Ouvindo aquilo, Natália franziu o cenho e a interrompeu: — Já entendi o que a senhora quer dizer.

Gorete pareceu um pouco envergonhada, mas abriu a boca para falar novamente. Mário, com um semblante frio e girando o rosário de sândalo roxo entre os dedos, disse: — Esses agradecimentos não são necessários. O fato de Natália não dizer nada já é uma grande consideração para as nossas famílias. Basta que a senhora entenda isso; não há necessidade de vir até aqui expressar gratidão de propósito!

Gorete ficou ainda mais constrangida. A presença esmagadora de Mário a deixou inquieta na cadeira.

De fato, o momento não era nada adequado. Mas ela também tinha coisas a dizer. Mesmo se sentindo pressionada pela aura de Mário, cerrou os dentes e continuou: — Nati, além de agradecer, a tia ainda tem... um pedido a fazer!

Assim que ela disse isso, a expressão de todos ali pesou ainda mais.

Marcelo franziu a testa, levantou-se muito irritado e exclamou: — Mãe!

Ao dizer isso, ele fez menção de puxá-la pelo braço.

Mário também ordenou diretamente ao garçom: — Acompanhe a nossa convidada até a saída!

O garçom se aproximou.

Gorete, entretanto, logo chamou: — Nati!

Natália continuou em silêncio.

Marcelo tentou puxá-la de novo: — Já chega, mãe, vá para casa.

Gorete ficou contrariada, livrando-se da mão do filho: — O que você está fazendo? Colocando as mãos na própria mãe? Por que não posso falar? Agora eu não posso nem abrir a boca?

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