Essas palavras acenderam imediatamente a fúria de Sérgio.
Ele repreendeu asperamente:
— Que absurdo você está falando?!
Tainá não se intimidou e bateu de frente:
— Você sabe muito bem no seu íntimo se estou falando absurdos ou não!
O rosto de Sérgio ficou sombrio e frio de raiva, mas ele não rebateu a frase.
Natália também continuou calada.
Tainá não tinha intenção de parar e continuou com suas ironias:
— Nem é filho do Sr. Farias, não entendo por que você está tratando como um tesouro.
Sérgio olhou para ela, exclamando irritado:
— E não é o filho do Fábio?
Tainá bufou:
— É do Fábio, sim, mas só você pode cuidar? O que foi, assinou algum contrato de exclusividade? Nós não podemos cuidar? Não temos esse direito, é isso?
Sérgio cortou:
— Não vou perder meu tempo com você!
Tainá rebateu:
— Eu também não quero perder tempo com você. Sérgio, até criando um cachorro por dois anos a gente se apega. Como é que você trata a Nati?
Essa fala da Tainá foi um tanto... sutil, ou talvez ela apenas tivesse sido levada pela emoção e falado sem filtros.
Com certeza, assim que essas palavras foram ditas, Natália olhou para Tainá.
Natália se sentiu comovida. Seus dois amigos de infância a estavam defendendo de forma tão assertiva, mas aquela comparação de Tainá, inexplicavelmente, fez Natália achar um pouco de graça.
Mário também olhou para Tainá.
Tainá percebeu o deslize nas palavras e levantou o queixo, defendendo-se:
— A comparação é feia, mas é verdade!
Natália achou que Tainá tinha razão; ela não estava sendo tratada pior que um cachorro?
Parecia que... era exatamente isso?
Mário apenas comentou:
— Falou bem, mas da próxima vez escolha outra metáfora.
Sérgio afrouxou a gravata irritado, olhando para Tainá:

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