Por Melissa, Sérgio realmente suportava qualquer coisa; era um homem de verdade.
Contudo, de alguma forma, sentia que essa atitude de Sérgio não era inteiramente por causa da Melissa.
O mais importante era...
Ela deveria ou não contar isso ao Mário Junqueira?
Após pensar por um bom tempo, decidiu que o informaria.
Da última vez, Mário manteve as aparências por ela, e ela havia decidido ser uma boa aliada; então aquilo seria o seu... juramento de lealdade.
Tainá pegou o celular e ligou para ele.
Pouco tempo depois, Mário atendeu:
— Algum problema?
Sua voz não soava modorrenta. Em vez disso, parecia a voz de alguém que acordara do sono imediatamente, calmo e alerta.
Talvez estivesse o tempo todo preocupado com Natália.
Aquele tipo de ligação tarde da noite, em particular, o preparava para agir a qualquer momento.
Tainá não hesitou e foi direto ao ponto:
— A Natália me ligou. Ela e o Sérgio tiveram uma briga enorme; a Petição de Divórcio já estava assinada pela metade por ele...
Tainá narrou a história de forma "séria e zelosa" ao Mário. Quando mencionou que Natália havia dito a Sérgio: "E se o Mário Junqueira entrar no jogo?"...
Assim que suas palavras terminaram, ouviu Mário, que ouvira em silêncio até então, soltar uma risada.
A risada soava magnética e agradável, mas fez Tainá hesitar.
Talvez...
Fosse uma risada inesperada.
Tainá disparou:
— Do que está rindo?
Ela sentia que o embate entre Natália e Sérgio fora bombástico, então, por que Mário estaria rindo?
Mário respondeu:
— Não é nada. Continue.
Tainá deu uma tragada no cigarro, compreendendo de repente.

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