— A segunda opção. Se... você não tem certeza, se ainda hesita, se ainda nutre algum afeto e deseja... tentar salvar um pouco esse casamento e esses sentimentos, então... eu estou disposto a ser a pessoa que servirá de escudo à sua frente.
Uma expressão de surpresa surgiu no fundo dos olhos de Natália.
A primeira opção ela compreendia muito bem, se tomasse a firme decisão, se não restasse mais nem uma gota de amor por Sérgio e o divórcio fosse absolutamente inevitável.
Mário conseguiria, sem o menor esforço, fazer com que Sérgio se divorciasse dela.
Uma simples guerra comercial já faria Sérgio cair de joelhos e não conseguir mais se levantar.
Porém.
Só de pensar em deixá-lo no chão, incapaz de se levantar, ela ainda sentia, com uma lamentável falta de fibra, uma pontada de pena em seu coração.
Afinal de contas, ele era o homem de quem ela gostava desde a juventude.
Aos seus olhos, Sérgio sempre fora muito orgulhoso, cheio de energia e com uma postura esplêndida.
Ela não tinha o desejo de vê-lo perder absolutamente tudo.
Ela apenas queria que Sérgio concordasse tranquilamente com o divórcio e que se separassem de forma amigável.
Contudo, a segunda opção que Mário mencionara, ela não conseguia entender.
Já que não iriam se divorciar e tentariam uma última salvação, o que significava ser a pessoa como um "escudo" à sua frente?
— O que você quer dizer com essa segunda opção? — perguntou Natália, sem conseguir desvendar a questão.
— Vou falar de uma maneira mais simples e fácil de entender. Significa... ser o seu estepe — explicou Mário com um sorriso, enquanto batia levemente os dedos claros e firmes sobre a mesa.
— O quê?! — exclamou Natália, arregalando os olhos de choque e quase derrubando o copo vazio no chão.
Essa reação dela já era algo que Mário havia previsto.

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