No dia seguinte.
Natália acordou, abriu os olhos e ouviu um barulho de fundo ao seu lado.
Na noite anterior, depois de se deitar, não demorou muito para decidir ligar a TV.
Deixar o barulho da televisão rolando trazia-lhe um pouco mais de segurança.
Ela olhou as horas: eram dez da manhã.
Apressou-se em levantar, se lavar e se arrumar.
Ao abrir a porta, um funcionário aguardava do lado de fora. Após cumprimentá-la com respeito, levou-a até a sala de jantar.
A sala de jantar da Mansão Junqueira era um espaço independente e bem grande.
Tinha até diferentes áreas funcionais.
Quando Natália chegou, esbarrou em Mário Junqueira na entrada.
Ao vê-la, Mário parou de andar e a cumprimentou:
— Bom dia.
Natália se aproximou com um sorriso:
— Bom dia.
Mário notou que o semblante e o humor dela pareciam ótimos. Seus lábios se curvaram ligeiramente, e ele perguntou, enquanto voltava a andar:
— Dormiu bem ontem à noite?
Natália assentiu, dando-lhe a maior nota possível:
— Maravilhosamente bem!
O sorriso no rosto de Mário se alargou:
— Hum, que bom.
Depois disso, Natália não disse mais nada.
Mário ficou olhando para ela, o que a fez perguntar de volta:
— Não lavei meu rosto direito?
Ao dizer isso, tocou o próprio rosto.
Mário balançou a cabeça e, em seguida, perguntou:
— E a vista daquele quarto, o que achou?
Natália ergueu lentamente as sobrancelhas, sentindo-se de repente uma hóspede muito inadequada.
Uma hóspede educada que passa a noite na casa de alguém certamente deveria, na manhã seguinte, elogiar o bom gosto do anfitrião e afins.
— Muito bonita! — Natália apressou-se em dizer. — Extremamente bonita, a vista é maravilhosa.
— Oh. — Mário ergueu uma sobrancelha.
Mas não houve continuação...
Os dois andaram mais um pouco e estavam quase chegando à mesa de jantar.
Só então Natália disse:
— Dá para ver o lago artificial inteiro daquele quarto. A vista é bem ampla, muito bonita. Então... você...
Natália olhou para ele.
Mário virou o olhar para ela:
— Hum?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de um Amor Que Você Matou