Ainda não havia entrado no jogo.
Logo Marcelo retornou, e eles voltaram a jogar cartas.
Talvez por achar chato ter que ficar indo e voltando para fumar, Marcelo não fumou mais.
Jogaram por cerca de duas horas, até cansarem de brincar e de rir.
Mário notou um traço de exaustão no rosto de Natália e sugeriu:
— Chega de jogo, vamos dar uma pausa.
Em seguida, ele ergueu o braço para verificar o relógio e propôs:
— Que tal darmos uma volta lá fora para tomar um pouco de sol?
Eram por volta de três horas da tarde, o momento perfeito de sol ameno.
Caminhar pelo gramado, sentar-se nas espreguiçadeiras à beira do lago ou até tirar um cochilo seria imensamente relaxante.
A sugestão de Mário foi rapidamente apoiada por todos.
O grupo então se dirigiu ao gramado para um passeio.
Após andarem um pouco e jogarem conversa fora, sentaram-se nas cadeiras perto do lago para descansar.
A fadiga no rosto de Natália se intensificou, e o sol agradável a deixou com ainda mais sono.
Enquanto os outros conversavam em voz baixa, Natália não resistiu e adormeceu.
Ao notar, Mário levou o dedo aos lábios, pedindo silêncio, e sussurrou:
— Ela dormiu.
Todos ali compreendiam muito bem o cansaço de Natália.
Fernanda se antecipou:
— Então vamos andar a cavalo e deixamos a Nati dormir bem aqui. O sol está uma delícia.
Mário olhou para Tainá:
— Leve-os até lá.
Logo em seguida, virou-se para ordenar a um criado:
— Vá buscar um cobertor.
Tainá assentiu, levantou-se e puxou Fernanda:
— Vamos.
Marcelo questionou:
— Você não vem?
Mário respondeu:
— Chego daqui a pouco.
Tainá e os outros se afastaram.
Mário fez um sinal com os dedos, e os empregados ao seu redor também se retiraram.
Ele desviou o olhar para Caio Fonseca, que ainda aguardava ao seu lado, e falou baixo:
— Você também, saia. Fique longe, montando guarda. Não deixe ninguém vir incomodar.
— Sim.
Caio baixou a cabeça e partiu.
O ar ao redor pareceu imergir num silêncio absoluto.
Somente então Mário moveu os olhos, fitando a pessoa que dormia profundamente.

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