Tainá explodiu e avançou, furiosa:
— Sérgio, você é algum tipo de cachorro louco? Você beija a garota, fica insatisfeito e ainda dá chilique? Você é doente? Acha mesmo que pode fazer a Nati de gato e sapato!?
Ao ouvir isso, Sérgio ficou ainda mais enfurecido.
Mas era impossível contar a Tainá as palavras humilhantes que Natália lhe dissera.
Sérgio manteve a expressão fria:
— O que isso tem a ver com você?
O temperamento de Tainá ferveu ainda mais, e ela retrucou:
— Eu adoro me meter onde não sou chamada! Peça desculpas à Nati!
O olhar de Sérgio tornou-se glacial:
— Você é que deve ser um cachorro louco, Tainá. Por que passa o dia inteiro latindo para mim? Se tem tanta coragem assim, vá morder o Mário.
Tainá sentiu que ia morrer de tanta raiva.
Antes que pudesse xingar, Sérgio inclinou a cabeça e disparou friamente:
— Você se exalta mais do que qualquer um quando o assunto é o meu casamento. Quem não te conhece até acharia que você é apaixonada por mim.
Aquelas palavras quebraram todas as defesas de Tainá.
Ela foi atingida em cheio por aquela acusação, ficando completamente estarrecida e fumegando de raiva.
Se a indignação pudesse ser materializada, os cabelos de Tainá certamente estariam todos em pé.
Ela arregalou os olhos, enfurecida:
— Eu... eu, apaixonada por você, porra? Mesmo que todos os homens do mundo morressem, eu nunca olharia para você!
Tainá queria bater em alguém.
Sérgio continuou impassível:
— Então por que está latindo tanto?
Tainá perdeu completamente a cabeça, arregaçou as mangas e avançou.
Fernanda a puxou apressadamente:
— Chega, chega.
Na verdade, Tainá adorava brigar com Sérgio desde a infância.
Tainá sentia que não podia deixar aquilo passar; a briga era inevitável.
Mas Fernanda soltou uma frase certeira:
— Afinal, você não é cega.
A raiva de Tainá diminuiu um pouco.
Sérgio franziu a testa e olhou para Fernanda:
— O que você quer dizer com isso?
Era evidente que Sérgio estava de péssimo humor, atacando indiscriminadamente.
Quando Fernanda ia responder, Melissa se aproximou derramando lágrimas e puxou apressadamente a manga de Sérgio:
— Chega, Sérgio, vamos embora. Venha comigo. Não vamos atrasar o horário.

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