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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 115

Tainá Teixeira voltou a si e entendeu tudo num piscar de olhos, rindo.

— Imagina, que bobagem, é uma coisa pequena. Estava gostoso? Parece que a sua garganta está um pouco melhor.

A voz de Natália, de fato, estava um pouquinho melhor do que antes.

— Sim, bem melhor. Amanhã eu mesma preparo, não precisa se incomodar.

— Ah, imagina, sem problemas. — desconversou Tainá. — Não é incômodo, são coisas pequenas. Foi a cozinha que fez de qualquer jeito. Amanhã mando mais para você.

Natália deu um leve sorriso.

— Não precisa tanta cerimônia, agradecendo por isso e por aquilo. Vá dormir e descansar tranquila. Quem sabe amanhã você não acorda novinha em folha.

— Tá bom.

A garganta de Natália realmente não permitia que ela falasse muito.

Tainá também sabia disso, então encerrou a conversa sem delongas:

— Certo, vou desligar. Fale pouco e se cuide.

— Uhum. — Natália assentiu.

Assim que desligaram, Tainá Teixeira percebeu a mensagem de Mário Junqueira.

Fernanda Flora, que dera uma espiadinha e vira a tela no momento exato, comentou, agitada:

— Caramba, o seu Mário joga dinheiro para o alto sempre que fica feliz? Que estilo peculiar.

Tainá apenas riu para Fernanda:

— Ele tem dinheiro sobrando.

— Aceita logo, aceita logo! — riu Fernanda.

Tainá Teixeira não fez cerimônia e aceitou a transferência na hora.

Só depois é que converteu a mensagem de voz em texto.

Fernanda Flora, é claro, sentiu-se constrangida em continuar espiando as mensagens alheias.

Ao terminar de ler, Tainá não sabia se ria ou se chorava.

Respondeu: "Fechado. O Sr. Junqueira é generoso, dinheiro recebido. Então, mando amanhã também?"

Mário Junqueira pegou o celular e lembrou-se de que Natália dissera que mandaria fazer em casa.

Ele franziu a testa levemente e acabou respondendo: "Não é necessário."

Tainá franziu o cenho ao ler a mensagem, guardou o celular e caminhou em direção a Mário Junqueira.

Não era necessário?

Ele não tinha acabado de declarar guerra a Sérgio Farias?

Então deveria mandar um monte, três vezes ao dia, só para matar aquele canalha de raiva!

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