Ao ouvir isso, Tainá alfinetou ainda mais:
— O seu secretário é mesmo faz-tudo, hein? Até substitui as suas obrigações como marido? Eu não entendo, custava arrancar um pedaço seu para voltar para casa e ver como ela está?
Aquelas palavras fariam qualquer homem explodir de raiva.
Sérgio não foi exceção. Ele olhou para Tainá e assentiu:
— Tudo bem. Já que quer jogar esse jogo e não vai largar do meu pé, então não vamos ficar de falsidade. Se você quer brincar, eu brinco com você.
A situação estava beirando o rompimento total.
Mas Mário continuava sem falar nada, como um espectador inabalável. No entanto, sua presença era um alicerce sólido.
Marcelo franziu a testa e interveio imediatamente:
— O que vocês estão fazendo? Precisam mesmo chegar a esse ponto? Como foi que fizemos aquele juramento juntos? Podíamos lutar contra qualquer um, mas nunca contra os nossos! Não importava o quanto brigássemos, nós nunca, em hipótese alguma, chegaríamos às vias de fato!
Sim, eles haviam feito um juramento sério no passado.
Quando ainda eram muito jovens, com pouco mais de dez anos.
Naquela época, acreditavam que tudo seria perfeito e eterno. Que os amigos estariam sempre juntos e o afeto entre eles nunca morreria.
Mas agora, adultos, viam que não existia essa história de perfeição e eternidade.
Com a intervenção de Marcelo, a atmosfera pareceu congelar.
Tainá ficou em silêncio.
Melissa rapidamente emendou:
— Sim. Por isso não devem brigar desse jeito. Sérgio, como você pode pensar em bater na Tainá? Isso é inaceitável!!!
Sérgio não disse nada.
Então, Marcelo sugeriu:
— Já que a Nati não está bem, acho que todos deveríamos ir vê-la e acompanhá-la ao hospital para uma boa avaliação. Acho que ninguém mais está no clima para jantar.
Melissa concordou com rapidez:
— Isso, isso, é a melhor coisa a se fazer. Vamos lá.
Foi então que Mário quebrou o silêncio:
— Não precisa.
Todos os olhares se voltaram para ele.
Mas ele encarava Sérgio e disse:
— Se você não cuida da sua própria esposa, tem quem faça fila para cuidar.
Sérgio franziu o cenho:
— O que você quer dizer com isso?
Mário esboçou um meio sorriso, enigmático:

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