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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 728

Ela estava ansiosa, apreensiva, atravessando a multidão, perseguindo aquela figura alta que segurava um guarda-chuva preto à frente.

Seus ouvidos estavam preenchidos apenas pelo som de seu coração batendo como um tambor.

Sua respiração tornava-se cada vez mais rápida.

— Caio! — Gritou Maria Gomes alto em direção àquela figura.

— Caio!

Maria Gomes suportou a dor nas pernas, correu rapidamente e agarrou a mão da pessoa.

— Caio.

Talvez fosse o medo de que o sonho se desfizesse, mas a voz de Maria Gomes saiu muito baixa.

Levemente trêmula.

Levemente embargada.

Ela segurava as mãos daquela pessoa com força, fixando o olhar nas costas largas do homem, sem piscar.

Como se tivesse medo de que, num piscar de olhos, ele desaparecesse de seu mundo.

Para nunca mais ser encontrado.

O homem, segurando o guarda-chuva, virou-se lentamente.

Ele baixou a cabeça e olhou para a mão que o segurava.

O guarda-chuva preto foi erguido aos poucos, revelando o rosto do homem.

O homem usava máscara e óculos escuros.

— Senhora, algum problema?

O rosto de Maria Gomes ficou instantaneamente pálido.

Sua mão se soltou, caindo sem forças.

Não era.

Não era a voz de Caio Soares.

Não era ele.

— Desculpe, confundi com outra pessoa.

O homem foi embora, mas Maria Gomes permaneceu parada no mesmo lugar, imóvel por um longo tempo.

O guarda-costas a alcançou:

— Srta. Gomes.

Maria Gomes olhava para a rua estranha com a alma perdida, murmurando baixinho:

— Não é ele.

...

Enquanto isso, no país T.

Na mansão de Maitê Padilha.

Caio Soares, vestindo camisa social e calça de alfaiataria, tinha um olhar profundo e frio.

A identidade de Davi Lucca definitivamente não era simples.

— Davi Lucca, tem certeza de que não quer repensar? Se você concordar, posso ajudá-lo a conseguir documentos de identidade e ainda lhe dar uma recompensa generosa. Absolutamente não vou tratá-lo mal. Além disso...

Maitê Padilha mudou o tom e disse:

— Sua amada não está aqui. Você não conta, eu não conto, como ela vai saber? Fique tranquilo, eu guardarei seu segredo.

A insistência de Maitê Padilha com Caio Soares não era um capricho momentâneo.

Era algo cuidadosamente ponderado.

A identidade de Davi Lucca não era simples.

Se ele fosse seu namorado falso e a protegesse, ela ainda precisaria ter medo daquela amante do pai e da filha bastarda dela?

Claro, se a farsa se tornasse realidade, ela também não sairia perdendo.

Afinal, Davi Lucca era bonito, muito viril, inteligente, habilidoso e educado.

Seus olhos não tinham aquela malícia de mulherengo.

O discurso dele agora pouco mostrava que seu caráter era íntegro.

Um bom homem assim é difícil de encontrar hoje em dia.

Afinal, o que mais existe agora são homens mortos por dentro, como o pai dela, que não conseguem controlar o que têm no meio das pernas e espalham sentimentos por aí.

Caio Soares continuou balançando a cabeça em recusa:

— Srta. Padilha, amar alguém de verdade é não ter coragem de mentir para ela. Embora ela não esteja ao meu lado, ela está no meu coração.

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