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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 729

Maitê Padilha olhou para ele com emoção e inveja.

— Davi Lucca, não diga mais nada. Já estou com ciúmes da sua amada. Por que ela tem tanta sorte de encontrar um amor tão fiel?

Caio Soares disse com sinceridade:

— A Srta. Padilha é bonita e tem bom coração. Também encontrará alguém que a ame.

— Tomara que suas palavras se realizem. — Embora dissesse isso, Maitê Padilha nunca teve essa esperança.

Afinal, no círculo dos ricos, ela vira muita ingratidão e frieza.

Parecia que, neste mundo, não se encontrava mais ninguém com sentimentos verdadeiros.

Era muita decepção.

— Srta. Padilha, sou muito grato por ter me salvado. Se a Srta. Padilha não se importar, posso ser seu guarda-costas. A Srta. Padilha deve saber das minhas habilidades.

Maitê Padilha quase fora atropelada dias atrás, e foi Caio Soares quem a salvou.

A proposta de Caio Soares para ser guarda-costas também foi bem pensada.

Caio Soares não apenas perdera a memória, como também não tinha nenhum documento de identidade.

Ele era, na prática, um cidadão ilegal.

Além disso, não tinha um centavo.

Era um verdadeiro indigente ilegal.

Se saísse da mansão, embora tivesse certeza de que não morreria de fome, só poderia fazer trabalhos ilegais.

Seria melhor ficar na mansão, trabalhar como guarda-costas para Maitê Padilha, juntar algum dinheiro e depois comprar documentos falsos no mercado negro.

Depois, voltaria para o Brasil.

Embora Caio Soares estivesse com amnésia, seus instintos e conhecimentos gerais permaneciam.

Ao acordar, através de informações na internet, ele deduziu que provavelmente era brasileiro.

Ele também verificou que falava pelo menos dez idiomas, incluindo várias línguas menos comuns.

Portanto, a comunicação com as pessoas ao redor não era um problema.

Além disso, pelas cicatrizes grandes e pequenas em seu corpo...

Ele supôs que suas habilidades de combate eram boas. Se não tivesse sido um lutador, fora um militar.

Por isso, ele queria ganhar dinheiro primeiro, conseguir documentos e ir para o Brasil.

E Maitê Padilha era brasileira.

Ela era da Cidade G, no Brasil. Se ele fosse seu guarda-costas, o retorno ao Brasil seria mais tranquilo.

As habilidades de Davi Lucca eram realmente boas. Se não podia ser namorado, serviria como funcionário.

Maitê Padilha assentiu:

— Está bem!

— E quanto aos meus documentos?

— Pá!

Ele bateu o copo na mesa, olhando sombriamente para Mariana Cardoso.

— Beber sozinho não tem graça nenhuma. Vamos competir?

Mariana Cardoso balançou o vinho na garrafa.

— Eu já bebi meia garrafa.

Luan Soares olhou, e sem dizer nada, pegou sua própria garrafa e virou-a na boca, engolindo o líquido avidamente.

O motorista, sentado não muito longe bebendo suco, olhou preocupado, mas acabou não fazendo nada.

Porque ele sabia que era inútil.

Luan Soares bebeu meia garrafa de uma só vez.

— Vai jogar?

Mariana Cardoso batucou os dedos casualmente na parede da taça e sorriu com escárnio:

— Diga, como quer jogar? A irmã aqui vai te acompanhar até o fim. Se eu não te fizer beber até cair, mudo meu sobrenome para o seu.

— Foi você quem disse. Quando perder, não chore.

— Quem vai chorar ainda é uma incógnita.

Os dois começaram a jogar dados. O perdedor não só teria que beber, mas também aceitar uma punição.

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