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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 771

O assunto não devia se espalhar, a família Paz precisava manter as aparências.

Os policiais vieram à paisana e até prestaram homenagem à vovó Paz com um incenso.

Depois, foram ao quarto coletar evidências.

Verificaram as câmeras de segurança e interrogaram Jade Paz, Miguel Andrade, o garçom e Maria Gomes separadamente.

Após a coleta de provas, a polícia pediu aos envolvidos que não deixassem a casa da família Paz e levou as evidências para a delegacia.

Despedindo-se dos dois policiais à paisana, Yasmim Silva olhou para o garçom:

— Pedirei ao mordomo que lhe arranje um quarto. Se precisar de algo, peça a ele. A família Paz fará o possível para atender.

Depois, olhou para Jade Paz.

— Quanto a você, vejo que não veio sinceramente para o funeral da velha senhora. Não compareça ao funeral mais tarde.

Os pais de Jade Paz tentaram falar, mas foram cortados friamente por Yasmim Silva.

— Vocês também não vão. Fiquem no quarto acompanhando sua boa filha. Há muitos convidados hoje. Não causem mais problemas nem ofendam os convidados importantes. Afinal, nem todos são tão compreensivos quanto o diretor Andrade.

Após as ordens, o mordomo os convidou a sair de forma educada, mas inquestionável.

Então, Yasmim Silva olhou para Miguel Andrade:

— Desculpe, diretor Andrade. Não esperávamos que algo assim acontecesse. Foi nossa falha na hospitalidade, por favor, perdoe-nos!

Os irmãos da família Paz também expressaram desculpas e disseram que visitariam pessoalmente para se desculpar após o funeral da mãe.

Maria Gomes preocupava-se mais com a saúde dele:

— Irmão mais velho, está se sentindo bem? Precisa de um quarto de hóspedes separado?

Yasmim Silva concordou prontamente:

— Sim, foi negligência minha. Que tal arranjar um quarto separado para o diretor Andrade?

Miguel Andrade recusou educadamente.

Felizmente, ficara pouco tempo no quarto e inalara pouco, tudo estava sob controle.

Os irmãos Paz pediram desculpas repetidamente.

Miguel Andrade, em consideração à família Gomes, trocou algumas cortesias e disse para não se culparem.

Todos saíram do escritório juntos.

Afinal, havia muitos convidados para receber e coisas para resolver lá fora.

Miguel Andrade não foi para a estufa.

Foi para o lado de fora.

O vento frio do inverno era cortante, mais eficaz que um banho frio.

Aconteceu que a família Paz tinha um bosque de ameixeiras.

Estavam em plena floração, exalando um perfume delicado e refrescante.

— Sr. Andrade. — Chamou um empregado respeitosamente, segurando um conjunto de chá.

Miguel Andrade olhou para ele.

Patrício Freitas sentou-se à frente dele.

Bebeu um gole.

Franziu a testa e olhou para a xícara:

— Que amargo. Que chá é esse?

Miguel Andrade esvaziou sua xícara.

— Amargo? A Maria mandou entregar.

Patrício Freitas já tinha largado a xícara.

Ao ouvir isso, pegou-a novamente e bebeu outro gole, saboreando com cuidado:

— Não é tão amargo assim. Tem um retrogosto doce depois. Nada mal.

Miguel Andrade riu.

Patrício Freitas sentiu um pouco de ciúme, mas não demonstrou.

Perguntou:

— Por que ela mandou chá só para você?

Miguel Andrade encheu a xícara dele e a de Patrício Freitas novamente.

Respondeu:

— É chá de semente de lótus. Para apagar o fogo do coração.

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