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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 727

O carro de Luan Soares parou lentamente à beira da estrada.

O guarda-costas de Maria Gomes também estacionou logo atrás.

Maria Gomes empurrou a porta e desceu do veículo.

— Pode enviar a conta do conserto para mim.

Ao terminar de falar, Maria Gomes fechou suavemente a porta do carro, que parecia prestes a cair, e virou-se decisivamente para partir.

Luan Soares, irritado, empurrou a porta de seu lado, desceu e gritou:

— Maria Gomes!

Maria Gomes segurou a porta do carro, de costas para ele, sem olhar para trás.

Os olhos de Luan Soares estavam vermelhos.

— E se o meu irmão... E se ele não voltar?

A mão de Maria Gomes, apoiada na porta, apertou-se com força.

Seu coração sentiu uma pontada aguda de dor.

Alguns segundos depois, ela respondeu com firmeza:

— Ele vai voltar.

— E se não voltar? — Perguntou Luan Soares, com uma expressão obstinada. — E se, por acaso, ele não voltar?

— Se ele não voltar, a pessoa que eu amo continuará sendo ele.

Luan Soares pareceu ter recebido um golpe físico; seu corpo alto balançou.

Maria Gomes continuou de costas para Luan Soares, e disse com uma crueldade implacável:

— Luan Soares, eu não amo você. Não faça mais nada por mim.

Ela não merecia.

Ela não podia suportar.

Ela não podia aceitar, e muito menos retribuir.

Ela não queria dever mais nada emocionalmente a ninguém.

Maria Gomes entrou no carro e fechou a porta.

O veículo deslizou, passando ao lado de Luan Soares.

Luan Soares baixou o olhar, observando Maria Gomes dentro do carro.

Em seus olhos avermelhados, ainda restavam os últimos vestígios de esperança e expectativa.

Mas o carro simplesmente partiu, sem parar.

Lá dentro, Maria Gomes mantinha o olhar fixo à frente, sem sequer olhar uma vez para Luan Soares.

O carro se afastou uma certa distância.

Pelo retrovisor, via-se a silhueta de Luan Soares.

Luan Soares permanecia imóvel como uma escultura, sob a luz amarelada do poste.

Seus olhos vermelhos fitavam fixamente a direção em que Maria Gomes partira.

Seus cílios estavam úmidos; parecia ter chorado.

Aquela figura solitária parecia um cão abandonado pelo dono na beira da estrada.

Era uma visão desoladora.

O motorista sabia que nada do que dissesse adiantaria.

Pessoas presas em seus próprios labirintos mentais precisam encontrar a saída sozinhas.

Assim como a determinação obstinada da Srta. Gomes em rejeitar cruelmente todos os pretendentes, recusando-se até a ser amiga deles.

Luan Soares não conseguia superar essa barreira em seu coração.

Ele insistia em pensar que, se soubesse antes, o resultado poderia ter sido diferente.

Ele não aceitava.

Ele sentia uma injustiça profunda, por isso não queria abrir mão.

O motorista segurou o guarda-chuva em silêncio, sem dizer mais nada.

Sentimentos não são coisas que se explicam claramente; caso contrário, não haveria tantos corações partidos no mundo.

Quem observa de fora pode ser lúcido, mas continua sendo apenas um observador.

Enquanto isso, o carro de Maria Gomes atravessava a longa avenida e parou diante de um semáforo vermelho.

Maria Gomes olhava para fora da janela com uma expressão vazia e entorpecida.

De repente, como se tivesse visto algo, seus olhos se arregalaram.

Imediatamente, ela empurrou a porta e desceu do carro.

O guarda-costas foi pego de surpresa.

Quando o guarda-costas conseguiu descer, Maria Gomes já havia corrido para a calçada.

— Srta. Gomes!

Maria Gomes parecia viver em seu próprio mundo, bloqueando tudo ao redor, incapaz de ouvir os gritos do guarda-costas.

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