— Mariana Cardoso já foi embora, e você ainda não saiu. — Luan Soares estendeu a mão para puxá-la para cima. — Tive medo que ela enlouquecesse e fizesse você ficar aqui para sempre acompanhando o Ivan Cardoso.
Luan Soares falou de forma implícita, mas Maria Gomes entendeu.
— A diretora Mariana é uma pessoa com educação superior.
Luan Soares não disse mais nada e perguntou:
— Podemos ir?
Maria Gomes olhou para trás, para a foto de Ivan Cardoso.
— Ivan Cardoso, estou indo. Venho te ver quando tiver tempo.
Aquele guarda-chuva preto de carbono ficou no cemitério.
Maria Gomes e Luan Soares compartilharam o mesmo guarda-chuva e voltaram para o estacionamento.
Luan Soares abriu a porta do carro.
— Entre.
Maria Gomes disse aos seguranças que estavam em seu carro ao lado:
— Sigam atrás, vou no carro do Luan Soares.
Maria Gomes entrou no carro de Luan Soares.
Luan Soares pegou uma toalha seca no carro e colocou sobre a cabeça dela.
— Seque o cabelo.
Enquanto falava, Luan Soares disse ao motorista:
— Aumente a temperatura do aquecedor.
O carro aqueceu rapidamente.
Maria Gomes enxugava o cabelo suavemente.
Baixou os olhos e ponderou por um longo tempo.
Finalmente, ela abriu a boca e disse:
— Luan Soares, pare de gostar de mim. Eu gosto do seu irmão. Quando seu irmão voltar, eu me casarei com ele. E então, serei sua verdadeira cunhada.
Luan Soares sabia, naturalmente, por que ela dizia aquilo de repente.
Certamente era por causa das palavras de Mariana Cardoso naquele dia.
— Você não precisa levar a sério o que a Mariana Cardoso disse. A morte do Ivan Cardoso não é culpa sua. Foi ele quem gostou de você, foi ele quem insistiu em ir ao país M.
— Mas eu sou a beneficiária. Acho que a Mariana Cardoso tem razão. Se não gosto, deveria ter recusado de forma completa. Deveria ter feito a pessoa desistir de vez. Não deveria ter deixado nenhuma esperança.
Antigamente, quando se declaravam para ela, embora ela recusasse verbalmente.
Eles não concordavam, não aceitavam, não desistiam.
Continuavam agindo da mesma forma.
Ela achava que aquilo não era problema dela.
Não se importava mais.
Não tomava outras medidas.
Não fazia com que recuassem diante da dificuldade.
Foi ela quem não fez o suficiente.
Deveria ter sido mais cruel.
Mais impiedosa.
Luan Soares massageou a testa e perguntou:
— E se eu não concordar? O que você pretende fazer?
— Então não vamos mais nos ver, nem nos falar. Vou bloquear você agora e apagar todos os seus contatos.
Enquanto falava, Maria Gomes pegou o celular.
Abriu a lista de contatos.
— Se não parar, eu pulo.
Maria Gomes segurou a porta do carro.
Parecia pronta para abrir a porta e pular a qualquer momento.
O motorista olhou ansioso para Luan Soares.
Luan Soares apertou os punhos de tanta raiva que estalaram.
— Maria Gomes!
Maria Gomes não respondeu.
Empurrou a porta diretamente.
O motorista foi rápido e travou as portas.
Maria Gomes não conseguiu abrir.
O motorista suspirou aliviado.
Mas não esperava que Maria Gomes usasse um pouco mais de força.
— Crac...
A porta do carro... quebrou!!!
O motorista ficou tão chocado que não soube o que dizer.
Luan Soares teve medo de que Maria Gomes realmente pulasse do carro.
Embora soubesse que a força física dela agora era muito superior à de uma pessoa comum.
Ela ainda estava se recuperando de uma doença grave.
Ele não ousava apostar.
Luan Soares gritou severamente:
— Pare o carro!

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