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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 725

Cemitério.

O céu começou a derramar uma chuva fina.

Gélida e triste.

Todos já tinham ido embora.

Restaram apenas Mariana Cardoso e Maria Gomes.

Mariana Cardoso olhou para ela com frieza.

— O que você ainda está fazendo aqui?

Maria Gomes curvou-se e colocou o guarda-chuva preto de carbono sobre a lápide.

Protegeu-a das gotas geladas de chuva.

— E por que você ficou?

Mariana Cardoso não respondeu.

Ela observou os movimentos de Maria Gomes e zombou.

— Ele já morreu. De que adianta fazer isso? É só para você se sentir melhor consigo mesma.

Maria Gomes não retrucou.

Ela havia caminhado muito naquele dia.

Sua perna doía.

Não conseguia mais ficar de pé.

Então, sentou-se ao lado da lápide.

— Não se sente perto da lápide do meu irmão. Suma daqui.

Maria Gomes ergueu a cabeça e olhou para Mariana Cardoso.

— Diretora Mariana, o Ivan Cardoso consegue ouvir.

— Consegue ouvir?

Mariana Cardoso começou a rir alto.

Enquanto ria, as lágrimas escorriam.

De repente, sua expressão mudou.

Ela disse com severidade:

— E se ouvir, o que tem? Se ele é capaz, que abra o caixão e levante para discutir comigo! Eu quero xingar você na frente dele!

Mariana Cardoso, com os olhos cheios de ódio, praguejou entre dentes:

— Azarada! Tudo por sua causa! Se não fosse por você, como ele teria corrido para o país M para morrer? Tantos soldados, por que tinha que ser ele?!

— Ele sabia muito bem. Da última vez que ele ficou em estado vegetativo, nossa família chorou até quase ficar cega. Já passamos pela dor de perdê-lo.

Quando Ivan Cardoso ficou em estado vegetativo, ela já tinha chorado uma vez.

Por que agora tinha que chorar de novo?

Quanto mais Mariana Cardoso pensava, mais triste ficava.

Mais perto do colapso.

Não conseguia entender.

Ela quase rugiu:

— Por quê? Por que você não nos valoriza nem um pouco? E ainda nos faz sofrer mais uma vez!

— Ivan Cardoso! — Mariana Cardoso gritou com uma expressão feroz para a foto de Ivan Cardoso na lápide. — Eu te odeio! Odeio você demais!

Depois de rugir e desabafar as emoções em seu coração.

O peito de Mariana Cardoso subia e descia.

Uma expressão indescritivelmente livre e ousada.

— Ivan Cardoso, sua irmã falou da boca para fora. Ela se importa demais com você. Não leve a sério e não se preocupe. Foi bom ela ter gritado, é melhor do que guardar tudo. Guardar tudo pode causar problemas.

— E a vovó já foi levada para o hospital, ela vai ficar bem.

— Também transmiti o recado que você pediu para seus pais.

— Ivan Cardoso, vou ajudar a cuidar da sua família. E dos seus companheiros de batalha também, vou cuidar deles. Diga a eles para ficarem tranquilos.

Enquanto falava, Maria Gomes parecia cansada.

Ela inclinou a cabeça e encostou-se na lápide.

Disse baixinho:

— Ivan Cardoso, eu queria tanto que isso fosse um sonho. Se pudesse voltar atrás...

— Na chuva, sentada no chão. Maria Gomes, você acha que tem saúde de sobra?

Um guarda-chuva preto cobriu a cabeça de Maria Gomes.

Bloqueou a chuva que ficava cada vez mais forte.

Maria Gomes levantou as pálpebras para olhar.

Luan Soares estava com o rosto sombrio.

O inverno era gelado, ainda mais chovendo.

O cemitério fora construído na encosta da montanha, na periferia, onde a temperatura era ainda mais baixa.

O cabelo de Maria Gomes estava todo molhado.

Luan Soares estava com raiva por ela não cuidar do próprio corpo.

Se pegasse um resfriado, ela sofreria.

— Por que você veio? — Perguntou Maria Gomes.

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