Maria Gomes trocava informações com os monitores externos através do mosquito.
Mas, desde que chegara ali, passara a maior parte do tempo dormindo.
Ela quase não saíra do quarto, então sabia muito pouco.
Por isso, a maioria das mensagens eram perguntas dela sobre a situação lá fora.
— Vocês encontraram Caio Soares? Ele foi levado. — Perguntava ela.
Ao pensar que ele fora levado após ser baleado na cabeça por Nicolau Cruz, e que provavelmente teria o mesmo destino de Ivan Cardoso...
O coração de Maria Gomes doía como se fosse cortado por uma faca.
Seus olhos ficaram ainda mais vermelhos.
Sua respiração tornou-se rápida e pesada.
O mosquito escreveu: "Estamos procurando o capitão Caio."
— E quanto aos corpos de Ivan Cardoso e dos outros? — Perguntou Maria Gomes, ansiosa e em silêncio.
Uma lágrima escorreu silenciosamente do canto de seu olho.
Seu coração doeu ainda mais.
O mosquito escreveu: "Assim que recebemos a notícia, enviamos pessoas imediatamente, mas quando chegamos lá..."
A selva primitiva estava cheia de bestas selvagens.
Quando chegaram, encontraram apenas ossos triturados.
Todos os guerreiros que se sacrificaram não deixaram corpos intactos.
Seguiu-se um longo silêncio, que oprimia os nervos.
As lágrimas de Maria Gomes aumentaram, molhando violentamente suas bochechas e o travesseiro.
Parecia que nunca iriam parar de fluir.
O mosquito voava no ar, querendo escrever palavras de conforto, mas não sabia por onde começar.
Não demorou muito para que um fluxo quente escorresse por suas pernas.
Um leve cheiro de sangue permeou o quarto.
Devido às flutuações emocionais extremas, ao uso indiscriminado de drogas e aos choques elétricos, seu sistema endócrino estava em total desordem.
A menstruação de Maria Gomes havia chegado.
Maria Gomes controlou suas emoções e gritou alto:
— Alguém venha aqui!
Rapidamente, alguém apareceu.
Era um guarda-costas totalmente armado.
O guarda ficou vigilante à porta.
— O que foi?
— Onde está Nicolau Cruz? Mande-o vir me ver! — Ordenou ela.
O guarda foi à enfermaria notificar Nicolau Cruz.
Sob o efeito dos remédios, a febre de Nicolau Cruz havia baixado.
Ao ouvir que Maria Gomes queria vê-lo, sentiu curiosidade.
Embora atender ao chamado dela o fizesse perder a moral diante dos subordinados, sua curiosidade era forte demais.
Como seria possível?
Como uma visita para Maria Gomes poderia ter encontrado este lugar?
Nicolau Cruz olhou para Maria Gomes novamente.
— Que bobagem você está dizendo? Foi contagiada por mim e está com febre? Está delirando?
Maria Gomes ficou em silêncio por um instante.
Maria Gomes cerrou os dentes.
— É menstruação. Minha menstruação desceu.
Nicolau Cruz ficou sem palavras.
Maria Gomes moveu as mãos e os pés.
— Me solte!
Nicolau Cruz recuperou os sentidos, mas não se moveu.
— É verdade? Não tente me enganar de novo. Você tem antecedentes.
Maria Gomes rangeu os dentes.
— Não estou mentindo. Seu nariz é enfeite? Não sente o cheiro de sangue?
Nicolau Cruz torceu o nariz e só então sentiu o leve cheiro de sangue.
Ele levantou a coberta de uma vez.
A calça do pijama de Maria Gomes, assim como o lençol sob ela, estavam tingidos de vermelho.

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