Nicolau Cruz não achava que perderia o jogo; ele tinha muita confiança em si mesmo.
Maria Gomes não escaparia da palma de sua mão.
Na Embaixada do Brasil.
Patrício Freitas procurou o capitão Domingos, ampliou a captura de tela do vídeo de Maria Gomes e apontou para a coleira em seu pescoço.
— Eu preciso do código de programação dessa coleira e dos diagramas de design.
O capitão Domingos olhou para a coleira no pescoço de Maria Gomes e disse:
— Você quer hackeá-la?
Patrício Freitas assentiu.
— Espere, vou pedir autorização.
O capitão Domingos voltou rapidamente e disse:
— O código dessa coleira foi projetado pela própria Srta. Gomes. Até a professora Flávia Godoy está de mãos atadas. O diretor Freitas tem certeza de que consegue decifrá-lo?
Se foi a própria Maria Gomes quem projetou, ele hesitou por dois segundos e disse:
— Consigo.
Ele acreditava em si mesmo, mas precisava de tempo.
O país enviou o que Patrício Freitas precisava através de um canal criptografado.
Antônio Freitas também participou ativamente da quebra do código.
Ao saber que aquele código tinha sido escrito por sua mãe, ele ficou muito orgulhoso e vagamente esperançoso.
Pai e filho uniram forças novamente.
...
Na mansão de Nicolau Cruz, Maria Gomes acordou lentamente.
O pessoal de vigilância do Brasil, que estava de plantão do lado de fora, controlou um mosquito preto para voar em direção a Maria Gomes.
Quando chegou perto, Maria Gomes percebeu que não era um mosquito de verdade.
Ela encarou o mosquito com surpresa e cautela, sem saber se Nicolau Cruz o tinha enviado para vigiá-la.
Por isso, ela não demonstrou simpatia.
Até que viu o mosquito começar a voar diante dela.
Maria Gomes logo reconheceu que ele estava escrevendo no ar.
"Não tenha medo! Somos militares do Brasil."
Naquele momento, os nervos tensos de Maria Gomes relaxaram, e um sorriso apareceu em seus lábios pela primeira vez naqueles dias.
Foi um sorriso muito leve, muito tênue e também muito triste.
Seus olhos ficaram vermelhos.
O ódio por ele também era firme.
Claro e nítido.
Mas agora, ela não podia mais dizer com firmeza que o odiava.
Não era amor, não era ódio.
Não era amante, não era inimigo, não era parente, não era amigo.
No futuro, ele seria apenas o pai do seu filho.
Para ela, acenar com a cabeça ao se encontrarem e cumprimentar educadamente.
Isso era o máximo que ela poderia fazer.
Retomando seus pensamentos, Maria Gomes falou sem som para as pessoas por trás do mosquito preto, falando bem devagar.
Desta vez, o pessoal de vigilância lá fora não entendeu.
Mas Patrício Freitas e Antônio Freitas, em frente ao vídeo de monitoramento, entenderam.
Era uma sequência de código!
Provavelmente era a chave para o desbloqueio.
Pai e filho, Patrício Freitas e Antônio Freitas, anotaram rapidamente e começaram a consultar o código escrito por Maria Gomes.
Somente compreendendo a estrutura geral eles poderiam saber o significado daquela linha de código fornecida por Maria Gomes.

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