Era uma mancha enorme.
A cena era extremamente assustadora.
— Sangra tanto assim? — Nicolau Cruz via aquilo tão diretamente pela primeira vez.
Ele ficou um pouco assustado, seus olhos cheios de choque e surpresa.
— Tem certeza de que não vai morrer de hemorragia?
Na verdade, normalmente não era tanto volume.
Desta vez, era uma anomalia menstrual causada por distúrbios endócrinos.
Com um pouco de cuidado, ficaria tudo bem.
Mas Maria Gomes não explicou.
— Me solte. E eu preciso de absorventes. — Apressou ela.
Nicolau Cruz ainda não se moveu.
Ele sorriu, curvando os lábios.
— Implore.
— Nicolau Cruz! — Maria Gomes o olhou com raiva.
O sorriso nos olhos e sobrancelhas de Nicolau Cruz aumentou.
Ele estava fazendo aquilo de propósito.
Maria Gomes tremia de raiva.
Depois de um tempo, fingiu ceder a contragosto.
— Eu imploro.
— É essa a atitude de quem implora?
Maria Gomes cerrou os dentes, parecendo que queria mordê-lo até a morte.
Então, ela relaxou a mandíbula, respirou fundo e disse lentamente:
— Por favor, Nicolau Cruz, me solte.
— Pode ser? Por favor. — Os olhos de Maria Gomes se encheram de lágrimas de humilhação.
Era teimosa, mas lamentável, o que amolecia o coração.
Nicolau Cruz finalmente soltou as algemas das mãos e dos pés de Maria Gomes.
A empregada também trouxe rapidamente calças de pijama limpas e absorventes.
Maria Gomes pegou os itens e caminhou rapidamente para o banheiro.
Nicolau Cruz, com as mãos nos bolsos, a seguiu.
Maria Gomes se virou, olhando para ele incredulamente.
— Você tem algum problema? Vai me seguir até aqui?
Nicolau Cruz encostou-se na parede do lado de fora do banheiro.
— Rápido.
Maria Gomes entrou no banheiro.
Logo se ouviu o som de água lá dentro.
— Bang!
Quase simultaneamente, a porta foi chutada.
A frase de Nicolau Cruz não fora um aviso, fora uma notificação.
Nicolau Cruz estava parado à porta, encarando a mão de Maria Gomes que se estendia para a pia.
— O que escondeu?
— Nada. — Maria Gomes não tinha conseguido pegar nada.
Mas Nicolau Cruz não acreditou nem um pouco.
Ele entrou no banheiro, passo a passo, encurralando Maria Gomes contra a parede.
O corpo de Maria Gomes estava firmemente pressionado contra os azulejos.
Ela levantou a mão e a apoiou no peito de Nicolau Cruz, impedindo-o de se aproximar mais.
— Você está tão desesperado que quer tocar em uma mulher menstruada? — Ironizou ela.
— Originalmente, se você não dissesse, eu não tinha essa intenção. Mas já que falou, de repente fiquei com vontade de tentar.
Nicolau Cruz apoiou as mãos na parede, prendendo Maria Gomes à sua frente, aproximando o corpo pouco a pouco.
— Nicolau Cruz, você é realmente repugnante. — Maria Gomes o olhou friamente.
Ela levantou o pé e pisou com força no pé de Nicolau Cruz, esmagando-o repetidamente.
Nicolau Cruz sibilou.
— Por que você é mais selvagem que os gatos do mato lá fora?

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