O ginseng era muito forte, então Maria Gomes colocava apenas um pouco de cada vez, com medo de exagerar na dose e acabar sangrando pelo nariz junto com Caio Soares.
Por isso, ainda sobrava muito.
— O que mais precisa ser feito? — Perguntou Nicolau Cruz, agachado ao lado dela.
Eles eram um grupo de dez pessoas, e Maria Gomes e Caio Soares não eram babás.
Era preciso dar ordens para que trabalhassem.
Mesmo se Nicolau Cruz não perguntasse, ela diria.
Maria Gomes apontou para a carne de urso defumada, da qual restava apenas uma pequena tira.
— Corte em fatias finas.
Não foi preciso Nicolau Cruz falar; a subordinada Rebeca Lacerda imediatamente se adiantou, pegou a carne de urso e começou a trabalhar.
Outros subordinados quiseram ajudar Rebeca Lacerda.
Rebeca Lacerda olhou para Maria Gomes e balançou a cabeça, recusando.
Não era apenas cozinhar? Ela também sabia.
Maria Gomes apontou então para o coelho defumado.
— Corte em pedaços pequenos.
Nicolau Cruz não precisava fazer essas tarefas triviais; naturalmente, seus subordinados faziam por ele.
Em pouco tempo, Caio Soares voltou.
Eles haviam pegado alguns peixes nas armadilhas do rio, recolhido alguns mariscos grandes e suculentos, e colhido vegetais selvagens.
Caio Soares já conhecia os vegetais que Maria Gomes costumava colher.
Mas, ao trazê-los, Caio Soares ainda os levava para Maria Gomes verificar.
Depois que Maria Gomes verificou que não havia problemas, Caio Soares entregou os vegetais a Nicolau Cruz.
— Vá lavar.
Nicolau Cruz apontou para si mesmo:
— Eu?
Maria Gomes ironizou:
— Sua mão está quebrada? Não pode trabalhar?
Nicolau Cruz cerrou os dentes e assentiu:
— Tudo bem.
Como iriam embora, Caio Soares arrancou toda a cebolinha e gengibre selvagem do lado de fora da caverna para cozinhar tudo.
Com muitas pessoas, a força era grande; logo, a caverna se encheu com o aroma da comida.
A sopa de mondongo com ginseng estava incrivelmente perfumada.
Uma dor extrema no coração.
Por quê?!
Não podiam ter esperado eles comerem um bocado, nem que fosse só um bocado?!
Afinal, aquilo foi feito com tanto esforço!!!
Naquele momento, destruir a comida deles era mais irritante do que profanar os túmulos de seus ancestrais.
Todos rangeram os dentes de raiva, com os olhos vermelhos, desejando transformar as pessoas lá fora em peneiras.
Mas eles não sabiam que, na verdade, os militares do País M escolheram esse momento de propósito.
Eles seguiram Nicolau Cruz e seu grupo e, na verdade, já haviam chegado há algum tempo.
A força de Nicolau Cruz, Ivan Cardoso e Caio Soares não era comum.
Por isso, esperaram até que todos estivessem mentalmente mais relaxados para lançar o ataque e pegá-los desprevenidos.
Os militares do País M cercaram a caverna completamente.
Um militar do País M gritou:
— Atenção, pessoal lá dentro! Entreguem as armas e rendam-se imediatamente, ou vamos explodir a caverna.
Eles ainda esperavam capturar Maria Gomes e Caio Soares vivos.
Maria Gomes para ser levada para pesquisa, e Caio Soares para ser pesquisado.

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