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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 645

Caio Soares saiu da caverna com a água e, ao passar por Nicolau Cruz, este atacou repentinamente.

O ataque foi rápido como um relâmpago, mas Caio Soares também não era inexperiente.

Ele não apenas desviou do ataque de Nicolau Cruz, como sacou rapidamente sua adaga militar e, num contra-ataque, desferiu um golpe em Nicolau Cruz.

Nicolau Cruz esquivou-se rápido também, caso contrário teria ganhado uma nova cicatriz.

Nicolau Cruz ergueu as sobrancelhas, surpreso:

— Sua constituição física também foi aprimorada.

Ele havia subestimado o inimigo.

Caio Soares não desperdiçou palavras com ele; com expressão fria e solene, seus golpes eram cruéis e letais.

Os dois lutavam intensamente na clareira em frente à caverna.

Mas qualquer um com olhos podia ver que Nicolau Cruz estava em desvantagem; ele estava sendo praticamente dominado por Caio Soares.

O codinome "Yama" de Caio Soares não era à toa.

Além disso, a perna de Nicolau Cruz estava ferida.

Vendo que Nicolau Cruz estava prestes a ser subjugado por Caio Soares, sua subordinada, Rebeca Lacerda, imediatamente sacou a arma e apontou para Caio Soares.

Vendo isso, a expressão de Maria Gomes endureceu. Ousavam tocar no homem dela!

Ela imediatamente pegou seu estilingue e uma pedra, mirando na subordinada Rebeca Lacerda.

Como as posições de Caio Soares e Nicolau Cruz mudavam constantemente, Rebeca Lacerda tinha dificuldade em mirar; o cano da arma movia-se de um lado para o outro, sem que ela puxasse o gatilho.

Ao ver que Maria Gomes mirava nela com o estilingue, Rebeca Lacerda decisivamente virou a arma para Maria Gomes.

Nicolau Cruz viu pelo canto do olho e gritou furioso:

— Rebeca Lacerda, não atire!

O olhar de Rebeca Lacerda oscilou em hesitação, mas então ela cerrou os dentes, e seus olhos tornaram-se cruéis e decididos num instante.

Ela puxou o gatilho decisivamente.

*Bang!*

A bala cortou o ar, voando em direção a Maria Gomes.

Os dois homens que lutavam ferozmente pararam ao mesmo tempo e correram em direção a Maria Gomes.

Maria Gomes soltou o estilingue, e a pedra voou ao encontro da bala.

*Pah!*

A pedra interceptou a bala, e Maria Gomes também foi abraçada por Ivan Cardoso, desviando-se.

Com o perigo eliminado, Nicolau Cruz girou nos calcanhares e caminhou a passos largos até Rebeca Lacerda.

Rebeca Lacerda olhou para Nicolau Cruz com o rosto pálido.

— Che...

*Plaft!*

— Se ele tem qualificações ou não, sou eu quem decide.

— Tsc, já está defendendo.

— É o meu homem, claro que vou defender.

Nicolau Cruz fez uma expressão de quem estava com dor de dente.

— Não fique repetindo "meu homem" para me provocar, meu temperamento não é bom. Você sabe...

Nicolau Cruz recolheu o sorriso e olhou para Maria Gomes sem expressão:

— Nós, assassinos, temos uma moral muito baixa; não precisamos de motivos para matar.

— Então você pode tentar.

Apesar de dizer isso, Maria Gomes acabou não provocando mais Nicolau Cruz; a prioridade agora era sair dali.

No entanto, antes de partirem, decidiram descansar um pouco na caverna e comer bem antes de seguir viagem.

Afinal, Caio Soares e ela haviam estocado muita carne, além de frutas silvestres, nozes, inhame selvagem, etc.

Seria um desperdício não comer.

Além disso, devido à chuva que atrasou a viagem, os enlatados e comida seca que o grupo de resgate trouxe já estavam acabando.

Caio Soares levou alguns homens para verificar as armadilhas no rio.

Ivan Cardoso, sob a orientação de Maria Gomes, cortou a carne de faisão em pedaços pequenos para fazer sopa, adicionando ginseng, castanhas e inhame.

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