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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 647

O número de soldados do País M era o triplo do deles, e estavam bem equipados.

Eles estavam encurralados na caverna; bastava o inimigo jogar uma bomba de fumaça para complicar a situação deles.

Quanto mais uma granada.

Se jogassem granadas, a caverna desmoronaria e todos seriam enterrados vivos.

Nesse momento, os subordinados de Nicolau Cruz olharam em uníssono para Nicolau Cruz.

Nicolau Cruz olhou para Ivan Cardoso.

Afinal, o controle de sua coleira estava com Ivan Cardoso, o que o tornava seu superior nominal.

Ivan Cardoso e Caio Soares trocaram um olhar; ambos entenderam o que o outro pensava.

Em seguida, olharam tacitamente para Maria Gomes e sussurraram:

— Enrole.

Maria Gomes já confiava muito nos dois e, vendo a calma e a compostura deles, imaginou que tivessem reforços.

Mas não havia tempo para perguntar detalhes naquele momento.

Ela apenas obedeceu.

Então, ela arrancou a arma da mão de Nicolau Cruz.

Nicolau Cruz olhou para ela surpreso, rangendo os dentes e sussurrando:

— Por que você pegou minha arma?

— Estava à mão. — Maria Gomes não tinha medo.

Ela sabia que Nicolau Cruz gostava dela e, fosse sincero ou falso, ela deveria usar isso a seu favor.

E ela não sentia a culpa ou o remorso em relação a Nicolau Cruz que sentia por Ivan Cardoso.

Primeiro, Nicolau Cruz não era seu amigo; segundo, ele era um assassino de moral baixa que fazia o que bem entendia.

No hospital, para forçá-la a salvá-lo, seus subordinados sequestraram a sobrinha de sua professora, Marina Otávio.

Embora a sobrinha da professora Marina Otávio tenha sido devolvida intacta depois.

Mas Nicolau Cruz também a mordera no hospital, infectando-a com o vírus zumbi.

— Sinto muito, senhora. Esta é uma reserva ecológica natural do nosso país, uma zona proibida. Nossa polícia florestal, ao patrulhar, viu fumaça anormal aqui e pensou que fossem caçadores ilegais. Por isso atiraram. Já que a senhora diz que são convidados nobres do Brasil, não apenas não atiraremos mais, como garantiremos sua segurança e os levaremos de volta ao Brasil. Por favor, saiam.

Maria Gomes, naturalmente, não acreditou em uma palavra do que o oficial disse.

Ela sabia há muito tempo que o ataque no aeroporto fora uma encenação do próprio País M.

Ela acordou pouco depois de ser colocada no carro com Caio Soares e ouviu a conversa do líder dos bandidos com oficiais do País M.

Iam levá-la para uma base de experimentos secreta, provavelmente perto dali, caso contrário a área não seria classificada como zona proibida.

E Caio Soares, na verdade, também era um dos alvos deles.

No primeiro dia em que chegaram ao País M, durante o ataque na ponte.

Caio Soares não apenas arrancou a porta do carro com um chute.

Depois de pular do carro em alta velocidade, ele não sofreu nenhum ferimento.

Além disso, ele conseguia ver balas voando a olho nu e julgar com precisão a posição dos atiradores.

O poder de combate incrível que ele demonstrou fez com que os militares do País M suspeitassem que a constituição física de Caio Soares havia sido aprimorada.

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