O número de soldados do País M era o triplo do deles, e estavam bem equipados.
Eles estavam encurralados na caverna; bastava o inimigo jogar uma bomba de fumaça para complicar a situação deles.
Quanto mais uma granada.
Se jogassem granadas, a caverna desmoronaria e todos seriam enterrados vivos.
Nesse momento, os subordinados de Nicolau Cruz olharam em uníssono para Nicolau Cruz.
Nicolau Cruz olhou para Ivan Cardoso.
Afinal, o controle de sua coleira estava com Ivan Cardoso, o que o tornava seu superior nominal.
Ivan Cardoso e Caio Soares trocaram um olhar; ambos entenderam o que o outro pensava.
Em seguida, olharam tacitamente para Maria Gomes e sussurraram:
— Enrole.
Maria Gomes já confiava muito nos dois e, vendo a calma e a compostura deles, imaginou que tivessem reforços.
Mas não havia tempo para perguntar detalhes naquele momento.
Ela apenas obedeceu.
Então, ela arrancou a arma da mão de Nicolau Cruz.
Nicolau Cruz olhou para ela surpreso, rangendo os dentes e sussurrando:
— Por que você pegou minha arma?
— Estava à mão. — Maria Gomes não tinha medo.
Ela sabia que Nicolau Cruz gostava dela e, fosse sincero ou falso, ela deveria usar isso a seu favor.
E ela não sentia a culpa ou o remorso em relação a Nicolau Cruz que sentia por Ivan Cardoso.
Primeiro, Nicolau Cruz não era seu amigo; segundo, ele era um assassino de moral baixa que fazia o que bem entendia.
No hospital, para forçá-la a salvá-lo, seus subordinados sequestraram a sobrinha de sua professora, Marina Otávio.
Embora a sobrinha da professora Marina Otávio tenha sido devolvida intacta depois.
Mas Nicolau Cruz também a mordera no hospital, infectando-a com o vírus zumbi.
— Sinto muito, senhora. Esta é uma reserva ecológica natural do nosso país, uma zona proibida. Nossa polícia florestal, ao patrulhar, viu fumaça anormal aqui e pensou que fossem caçadores ilegais. Por isso atiraram. Já que a senhora diz que são convidados nobres do Brasil, não apenas não atiraremos mais, como garantiremos sua segurança e os levaremos de volta ao Brasil. Por favor, saiam.
Maria Gomes, naturalmente, não acreditou em uma palavra do que o oficial disse.
Ela sabia há muito tempo que o ataque no aeroporto fora uma encenação do próprio País M.
Ela acordou pouco depois de ser colocada no carro com Caio Soares e ouviu a conversa do líder dos bandidos com oficiais do País M.
Iam levá-la para uma base de experimentos secreta, provavelmente perto dali, caso contrário a área não seria classificada como zona proibida.
E Caio Soares, na verdade, também era um dos alvos deles.
No primeiro dia em que chegaram ao País M, durante o ataque na ponte.
Caio Soares não apenas arrancou a porta do carro com um chute.
Depois de pular do carro em alta velocidade, ele não sofreu nenhum ferimento.
Além disso, ele conseguia ver balas voando a olho nu e julgar com precisão a posição dos atiradores.
O poder de combate incrível que ele demonstrou fez com que os militares do País M suspeitassem que a constituição física de Caio Soares havia sido aprimorada.

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