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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 616

Além disso, ele aproveitou para fazer algumas ferramentas.

Enquanto fazia tudo isso, calculava o tempo mentalmente.

Chegado o tempo previsto, ele chamou:

— Maria, vamos.

Maria Gomes, segurando dois brotos de bambu limpos, perguntou:

— Não vai fazer armadilhas desta vez?

Caio Soares respondeu:

— Não.

...

Duas horas depois, os soldados do País M chegaram ao bambuzal.

O bambuzal estava cheio de sinais de destruição.

Todos ficaram apreensivos e incertos; por um momento, não conseguiam ver onde estavam as armadilhas.

Seriam nos lugares onde ninguém pisou e não foram destruídos?

Ou naqueles montes de folhas de bambu frescas?

Eles tinham sofrido muito antes, então não ousavam avançar precipitadamente.

Quando o grupo levou meia hora para sair do bambuzal com todo cuidado e defesa...

Ninguém conseguia acreditar.

Sem armadilhas?!

Não havia armadilhas?!

Será que deixaram passar algo?

Não, o inimigo era muito astuto.

Todos perceberam que tinham sido enganados. Correram furiosos para frente, mas mal tinham avançado algumas dezenas de metros...

E alguém pisou numa armadilha de novo!

...

*Barulho de água.*

Som de água, havia um rio.

Os dois trocaram um olhar e correram até a margem de um grande rio.

Caio Soares tirou os recipientes de bambu e entregou a Maria Gomes.

— Maria, encha com água, vou ver se encontro uma pederneira.

Caio Soares observou atentamente e, para sua sorte, realmente encontrou uma pederneira.

Ou seja, uma pedra de fogo.

Muita sorte!

Isso significava que podiam fazer fogo.

O céu logo escureceria.

À noite, a luz na floresta primitiva era escassa e o ambiente complexo.

Para o inimigo rastrear, a dificuldade dobraria.

Caio Soares planejava não descansar à noite e continuar a viagem.

Eles precisavam aproveitar essa noite para aumentar a distância e despistá-los completamente.

Quando se livrassem dos perseguidores, poderiam descansar adequadamente.

Para caminhar à noite, precisavam estar bem alimentados e hidratados para garantir energia.

Por isso, Caio Soares decidiu fazer fogo e cozinhar à beira do rio.

Felizmente tinham a pederneira.

Ao passar por um pinheiro centenário antes, Caio Soares também havia coletado resina de pinheiro.

Com a pederneira e a resina, fazer fogo foi muito rápido.

Com o fogo aceso, Maria Gomes ficou responsável por ferver água e cozinhar os brotos de bambu.

Além disso, ela encontrou algumas verduras selvagens não venenosas nas proximidades e fez uma sopa separada.

Enquanto isso, Caio Soares usou as ferramentas de bambu para pegar três peixes.

Eram três peixes no total; Caio Soares deu dois para Maria Gomes.

— Você gosta de peixe, coma um a mais. Agora não posso tirar as espinhas para você, cuidado ao comer.

Maria Gomes não gostava de tirar espinhas, e Caio Soares se lembrava bem disso.

O coração de Maria Gomes se aqueceu.

— Eu tiro sozinha, não é hora para frescuras.

Dizendo isso, Maria Gomes pegou um peixe e ofereceu a Caio Soares.

— Um é suficiente para mim, você come dois.

Caio Soares desviou com seu recipiente de bambu.

— Eu tenho estômago de ferro, se tiver fome, encontro algo para comer. Não se preocupe comigo. Sua única missão agora é cuidar de si mesma e não me deixar preocupado. Consegue fazer isso, Maria?

Os olhos profundos de Caio Soares a olhavam com sinceridade e afeto, cheios de preocupação.

Maria Gomes assentiu, afirmando:

— Consigo.

Caio Soares sorriu ao ouvir isso, sua voz grave e suave ficou ainda mais gentil.

— Então coma logo. Depois que despistarmos eles esta noite, vou ver se caço algo para te dar uma comida boa; hoje você vai ter que se contentar com isso.

Maria Gomes balançou a cabeça.

— Você me deu peixe para comer, onde isso é se contentar com pouco?

Os dois comeram o peixe rapidamente, comeram um broto de bambu cada e beberam a sopa de vegetais.

Os caranguejos de rio eram fáceis de guardar e podiam ser levados como lanche na estrada, economizando tempo.

Depois de comer, lavaram brevemente os bambus, encheram de água, ferveram e levaram.

Maria Gomes fez questão de ferver dois bambus com água de vegetais.

Se tivessem fome, era melhor que beber água pura.

Então, sem mais demora, levantaram-se e partiram.

Já estava escuro...

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