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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 615

Maria Gomes segurou a larva morta, fechou os olhos, abriu a boca e jogou para dentro.

Mordeu.

*Splosh!*

Ela ouviu o som de estouro, e o líquido verde transbordou pelo canto da boca.

Um gosto amargo se espalhou por sua língua.

As sobrancelhas de Maria Gomes se contorceram num nó; ela quis vomitar.

— Maria, engula.

Maria Gomes manteve os olhos fechados com força, franziu a testa e, como se engolisse um remédio amargo, segurou o nojo e forçou a descida.

*Gulp.*

Ela engoliu.

Quando abriu os olhos, seus cílios densos estavam úmidos.

Engolir aquilo cru realmente exigia força de vontade.

Ainda mais sendo a primeira vez de Maria Gomes.

Isso partiu o coração de Caio Soares, que disse apressado:

— Coma a fruta rápido para tirar o gosto.

Ainda bem que havia frutas.

Maria Gomes nunca tinha comido algo tão vorazmente em sua vida; devorou a fruta em duas ou três mordidas.

O sabor doce e fresco finalmente suprimiu o amargor e a náusea.

Caio Soares virou as costas para Maria Gomes e comeu as duas larvas restantes de uma vez, para não causar lembranças ruins ou desconforto nela.

— Caio.

— Hm?

Quando Caio Soares se virou, Maria Gomes enfiou a fruta maior diretamente na boca dele.

Ela mesma estava mordendo aquela fruta pequena que Caio Soares tinha provado, comendo com gosto.

Caio Soares viu que ela não demonstrava nenhum nojo, e mesmo com o gosto amargo na boca, seu coração estava doce.

— Morde. — disse Maria Gomes com a boca cheia de fruta.

Um sorriso transbordou nos olhos e sobrancelhas de Caio Soares.

Ele pegou a fruta, mas não comeu; limpou a saliva que havia nela.

Vendo que Maria Gomes tinha terminado a fruta pequena, ele estendeu a fruta limpa para ela.

Maria Gomes balançou a cabeça, franzindo a testa.

— Não quero mais, você come.

— O que não falta na floresta são insetos; enquanto houver insetos, não passarei fome. Mas você vai. Seja boazinha, coma. — O olhar de Caio Soares era focado e amoroso, sua voz grave e gentil.

Além de seu pai, Caio Soares era o primeiro homem a mimá-la assim.

Maria Gomes não sentiu repulsa; pelo contrário, uma sensação estranha fluiu em seu coração, algo doce e quente.

Ela obedeceu e comeu a fruta.

Antes de partir, Caio Soares usou a adaga para fazer uma armadilha muito simples para receber os "convidados".

Depois de montar a armadilha, ele camuflou o local de forma extremamente profissional e rápida.

Então, os dois continuaram a caminhar para as profundezas da mata.

Sua única missão agora: sobreviver na floresta, não serem capturados e aguardar o resgate.

Eles acreditavam firmemente: o país não os abandonaria e certamente enviaria pessoas para resgatá-los.

Cerca de duas horas depois que partiram.

Um grupo de militares fortemente armados apareceu no local onde eles estiveram.

O vento soprava na floresta, fazendo as folhas farfalharem.

O local havia sido restaurado, como se ninguém tivesse passado por ali.

Mas um soldado de olhos aguçados encontrou uma falha.

Caio Soares bloqueou a visão com a mão para que Maria Gomes não visse e sentisse nojo.

Ele virou de costas e comeu de uma vez.

Em seguida, sem mudar a expressão, começou a bater nos bambus, procurando.

Maria Gomes foi atrás dele.

— Procurando água de bambu?

— Sim. — Caio Soares respondeu, parando diante de um bambu.

— Precisamos repor a água. A água na natureza tem parasitas, é melhor não beber sem ferver. A água dentro do bambu é relativamente limpa, é uma boa escolha.

Enquanto falava, girou a adaga na mão e a cravou com força no bambu, e a água começou a escorrer.

Nem todos os bambus tinham água.

Caio Soares tinha muita experiência, acertava um atrás do outro; provavelmente bebeu muita água de bambu no passado.

A borda do bambu cortado era muito afiada, e Caio Soares alertou:

— Maria, tenha cuidado ao beber, não corte a boca.

Se ferir na natureza era muito problemático; sem remédios, as feridas podiam infeccionar, inflamar ou até gangrenar.

Maria Gomes assentiu seriamente.

Enquanto Maria Gomes bebia a água segurando o bambu, Caio Soares varreu o bambuzal pegando carunchos e larvas de bambu que viviam nos brotos.

Era mais assustador que uma praga de gafanhotos.

Quando Maria Gomes não conseguiu mais sugar água, ele encontrou mais alguns bambus.

A água de bambu tinha um gosto doce e fresco, com um leve aroma da planta.

Sendo raro encontrar bambu, naturalmente tinham que beber e comer até se fartar.

Antes de partir, Caio Soares pediu a Maria Gomes que arrancasse alguns brotos de bambu.

Ele cortou um bambu grande e fez oito recipientes simples para água, amarrando-os com cipós e pendurando no ombro.

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