O Presidente Green disse de forma fria e implacável:
— Façam com que acelerem as buscas. Se conseguirem capturá-los vivos, ótimo; se não, eliminem-nos. Se o País M não pode ter, o Brasil também não terá. Quanto ao soro, usar o sangue deles para pesquisa dará no mesmo.
...
Neste momento, em uma floresta primitiva no País M.
Devido ao campo magnético da floresta, quanto mais fundo se ia, menos sinal havia.
Caio Soares e Maria Gomes, para evitar a perseguição, continuaram fugindo para as profundezas da mata.
Ali, árvores antigas alcançavam o céu, bloqueando o sol; era um lugar sombrio, úmido e frio.
Caio Soares estava acostumado, fosse em treinamentos militares ou missões, ele já havia estado em florestas primitivas.
Mas para Maria Gomes, era a primeira vez.
Caio Soares abria caminho na frente e estendeu a mão para Maria Gomes.
— Maria, me dê a mão.
Maria Gomes entregou a mão a Caio Soares, que a puxou para cima de um barranco.
Vendo-a suada e ofegante, Caio Soares levantou a mão e limpou o suor da testa dela.
— Vamos descansar um pouco.
Maria Gomes assentiu.
Ela nem se importou com o gesto dele limpando seu suor; estava cansada demais para falar.
Embora seu condicionamento físico tivesse melhorado muito...
Fugir sem parar naquele ambiente hostil, sem água e comida para repor as energias, a deixou exausta.
Ela sentia que suas forças estavam falhando um pouco.
Felizmente, havia uma árvore perto deles com três frutas penduradas bem no topo.
Caio Soares olhou para cima.
— Vou pegar.
Maria Gomes o segurou, preocupada:
— É muito alto, e não sabemos se são comestíveis.
Na floresta primitiva, não se pode comer qualquer coisa; se houver problema, não há cura, apenas a morte.
Caio Soares sabia disso, mas já havia observado os arredores.
Ele chutou um caroço de fruta aos seus pés; o caroço ainda não estava totalmente apodrecido e tinha marcas de mordidas recentes.
Provavelmente comido por algum animal.
Geralmente, o que animais podem comer, humanos também podem.
Quanto àquelas poucas no topo da árvore, provavelmente sobraram porque eram difíceis de alcançar.
Caio Soares, com movimentos ágeis, subiu na árvore em poucos segundos.
As frutas na ponta eram realmente difíceis de colher, mas Caio Soares não planejava subir até lá para pegá-las.
Ele, que conseguia quebrar uma mesa com as mãos nuas, não teve dificuldade em quebrar o galho da árvore.
Ele simplesmente quebrou a ponta da árvore.
As frutas caíram diante de seus olhos; ele levantou a mão e as pegou junto com o galho pequeno.
Com uma ponta do galho na boca, segurando as frutas, começou a descer.
Maria Gomes avisava lá de baixo para ter cuidado, e Caio Soares fez um sinal de OK.
Ao passar por um buraco na árvore, seus olhos brilharam de repente.
Ele viu algumas larvas gorduchas se contorcendo lá dentro — larvas!!!
Larvas eram coisas boas, ricas em altíssima proteína!
Caio Soares, naturalmente, não deixaria passar.
Após descer, primeiro examinou a forma e a aparência das frutas.
Cheirou-as, e um leve aroma doce invadiu suas narinas.
— Maria, coma a fruta. Esta aqui eu só mordi um pouquinho, não se importe. — Caio Soares entregou a fruta que tinha mordido, junto com a outra restante, para Maria Gomes.
— Coma as duas. Eu como as larvas. Se você não conseguir andar, eu te carrego.
Dizendo isso, Caio Soares pegou uma larva, arrancou a cabeça e a cauda com destreza, como se limpasse um vegetal, e jogou direto na boca.
Simplesmente jogou lá dentro!!!
Maria Gomes olhou fixamente para ele.
Viu seu pomo de adão se mover enquanto ele engolia.
Maria Gomes perguntou hesitante:
— Qual... qual é o gosto?
— O gosto é aceitável.
Maria Gomes: ...
— Talvez eu... eu coma uma também.
Era uma questão de vida ou morte, não podia ser um fardo. Era só comer um inseto, certo?
Fechar os olhos, morder, engolir. Pronto.
Caio Soares arrancou a cabeça e a cauda da mesma forma, mas o inseto ainda se mexia.
Ele usou a adaga roubada para espetar o inseto e entregá-lo.
A larva perfurada soltou um líquido verde.
Maria Gomes olhou para aquele líquido e repetiu mentalmente: *Suco de vegetais, suco de vegetais, suco de vegetais.*
Vendo o líquido, Caio Soares desculpou-se:
— Desculpe, não queria te enojar. Fiquei com medo de que se o inseto se mexesse na sua boca, você ficaria com mais medo.
Por isso ele matou a larva.
Maria Gomes segurou a larva morta, fechou os olhos com força e abriu a boca...

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