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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 588

— Vai ficar olhando ela passear pelo seu computador? Arranque o cabo da tomada!

Mesmo desconectando ou desligando, a invasão não pararia.

Maria Gomes continuaria passeando tranquilamente pelo computador dele, como se estivesse em sua própria casa.

Serik sentiu aquilo como um insulto supremo.

— Vocês são tantos, não conseguem lidar com uma só pessoa? E ainda por cima dentro do palácio presidencial!!!

— Senhor Serik, não é uma questão de quantidade, é que nossa habilidade é inferior.

...

No quarto, Maria Gomes estava sentada de forma relaxada, com uma mão no queixo e a outra no mouse.

Ela estalou a língua com desprezo e pesar.

— Não tem nada aqui.

Maria Gomes digitou rapidamente uma mensagem: "Sua casa é muito pobre, não tem nada de valor. Fui, não brinco mais com vocês. Tchau!"

O pesquisador viu a tela preta acender de repente, exibindo a mensagem deixada por Maria Gomes.

A frase veio com tradução automática para a língua dele.

Serik explodiu de raiva:

— Malditos! Pensem em algo agora, não podemos deixar que ela seja tão arrogante, isto é o palácio presidencial!!!

— Desculpe, senhor Serik.

— Não quero desculpas, quero resultados! Vocês, agora, imediatamente, contra-ataquem! Eu também quero humilhá-la!

— Desculpe, senhor Serik, não conseguimos.

Serik pôs as mãos na cintura, bufando e andando de um lado para o outro.

Depois de um tempo, apontou para os pesquisadores e xingou:

— Vocês têm lixo na cabeça? Não servem para nada, sumam daqui! Tragam outra equipe!

Do outro lado, Maria Gomes já começava a escrever o histórico médico de Green e o plano de tratamento.

O vírus de Green sofrera mutação.

Para a cura completa, precisaria usar o laboratório e desenvolver um antídoto específico.

O medicamento era a chave.

Enquanto Maria Gomes pensava no plano, Caio Soares estava recostado preguiçosamente na janela, levantando uma fresta da cortina com seus dedos longos.

Observava silenciosamente a situação lá fora, memorizando cada árvore e arbusto.

Após confirmar que não havia perigo nem vigilância direta, soltou a cortina e ligou para Ronaldo Paz.

Ronaldo Paz, ao saber do ataque, ficou muito preocupado e instruiu que tivessem cautela absoluta nos próximos dias.

Depois da ligação, Caio Soares fez uma reunião breve com os três guarda-costas.

O foco principal foi a segurança; precisavam manter vigilância total durante a noite.

Ao desligar, Caio Soares jogou uma bala de menta na boca; o frescor ajudava a controlar a inquietação.

Ele olhou para trás, para Maria Gomes.

— A família de um colega de batalhão tinha barbearia, ele aprendeu desde criança. O sargento na época pediu que ele ensinasse a todos, dizendo que conhecimento nunca é demais.

O sargento também dissera: "Depois de aprender, poderão cortar e pintar o cabelo da esposa, melhorando a relação conjugal."

Na época, ele não entendeu; agora, Caio Soares percebia a sabedoria do sargento.

Caio Soares secou o cabelo dela e o penteou suavemente.

Naquele momento, ele entendeu o prazer dos antigos ao pentear os cabelos de suas amadas.

Maria Gomes costumava trabalhar até tarde.

Caio Soares ficou acompanhando-a.

Enquanto ela digitava, ele servia chá, cortava frutas e fazia tudo com prazer.

Ele até limpou a poeira dos sapatos dela.

Antes de dormir, deixou a pasta de dente pronta na escova.

Quando Maria Gomes saiu do banho, Caio Soares já tinha arrumado a cama para ela.

E ele estava abraçado a um cobertor fino, encolhido no sofá.

O sofá tinha apenas 1,80m; ele deitava e os pés ficavam para fora.

Parecia lamentável.

Maria Gomes acabou ficando com pena.

— Caio, que tal você dormir na cama também?

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