— Vai ficar olhando ela passear pelo seu computador? Arranque o cabo da tomada!
Mesmo desconectando ou desligando, a invasão não pararia.
Maria Gomes continuaria passeando tranquilamente pelo computador dele, como se estivesse em sua própria casa.
Serik sentiu aquilo como um insulto supremo.
— Vocês são tantos, não conseguem lidar com uma só pessoa? E ainda por cima dentro do palácio presidencial!!!
— Senhor Serik, não é uma questão de quantidade, é que nossa habilidade é inferior.
...
No quarto, Maria Gomes estava sentada de forma relaxada, com uma mão no queixo e a outra no mouse.
Ela estalou a língua com desprezo e pesar.
— Não tem nada aqui.
Maria Gomes digitou rapidamente uma mensagem: "Sua casa é muito pobre, não tem nada de valor. Fui, não brinco mais com vocês. Tchau!"
O pesquisador viu a tela preta acender de repente, exibindo a mensagem deixada por Maria Gomes.
A frase veio com tradução automática para a língua dele.
Serik explodiu de raiva:
— Malditos! Pensem em algo agora, não podemos deixar que ela seja tão arrogante, isto é o palácio presidencial!!!
— Desculpe, senhor Serik.
— Não quero desculpas, quero resultados! Vocês, agora, imediatamente, contra-ataquem! Eu também quero humilhá-la!
— Desculpe, senhor Serik, não conseguimos.
Serik pôs as mãos na cintura, bufando e andando de um lado para o outro.
Depois de um tempo, apontou para os pesquisadores e xingou:
— Vocês têm lixo na cabeça? Não servem para nada, sumam daqui! Tragam outra equipe!
Do outro lado, Maria Gomes já começava a escrever o histórico médico de Green e o plano de tratamento.
O vírus de Green sofrera mutação.
Para a cura completa, precisaria usar o laboratório e desenvolver um antídoto específico.
O medicamento era a chave.
Enquanto Maria Gomes pensava no plano, Caio Soares estava recostado preguiçosamente na janela, levantando uma fresta da cortina com seus dedos longos.
Observava silenciosamente a situação lá fora, memorizando cada árvore e arbusto.
Após confirmar que não havia perigo nem vigilância direta, soltou a cortina e ligou para Ronaldo Paz.
Ronaldo Paz, ao saber do ataque, ficou muito preocupado e instruiu que tivessem cautela absoluta nos próximos dias.
Depois da ligação, Caio Soares fez uma reunião breve com os três guarda-costas.
O foco principal foi a segurança; precisavam manter vigilância total durante a noite.
Ao desligar, Caio Soares jogou uma bala de menta na boca; o frescor ajudava a controlar a inquietação.
Ele olhou para trás, para Maria Gomes.
— A família de um colega de batalhão tinha barbearia, ele aprendeu desde criança. O sargento na época pediu que ele ensinasse a todos, dizendo que conhecimento nunca é demais.
O sargento também dissera: "Depois de aprender, poderão cortar e pintar o cabelo da esposa, melhorando a relação conjugal."
Na época, ele não entendeu; agora, Caio Soares percebia a sabedoria do sargento.
Caio Soares secou o cabelo dela e o penteou suavemente.
Naquele momento, ele entendeu o prazer dos antigos ao pentear os cabelos de suas amadas.
Maria Gomes costumava trabalhar até tarde.
Caio Soares ficou acompanhando-a.
Enquanto ela digitava, ele servia chá, cortava frutas e fazia tudo com prazer.
Ele até limpou a poeira dos sapatos dela.
Antes de dormir, deixou a pasta de dente pronta na escova.
Quando Maria Gomes saiu do banho, Caio Soares já tinha arrumado a cama para ela.
E ele estava abraçado a um cobertor fino, encolhido no sofá.
O sofá tinha apenas 1,80m; ele deitava e os pés ficavam para fora.
Parecia lamentável.
Maria Gomes acabou ficando com pena.
— Caio, que tal você dormir na cama também?

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