Caio Soares, vergonhosamente, teve um sangramento nasal!
Mas a culpa não era dele.
Porque Maria Gomes estava usando apenas a camisa do pijama!!
Caio Soares tinha 1,90m de altura; era grande, e o pijama também.
No corpo de Maria Gomes, a gola ficava enorme, revelando uma grande extensão de pele branca, e isso porque ela estava segurando a gola.
Se soltasse, o decote em V se tornaria profundo, expondo tudo.
E o pior eram aquelas pernas finas e brancas.
A barra da camisa cobria a raiz das coxas, e as pernas balançavam diante dele; como ele poderia manter a calma?
O coração de Caio Soares disparou, ele não ousou olhar mais, virou a cabeça apressadamente, com a voz tensa.
— Maria, por que você... saiu assim?
Maria Gomes, com o rosto corado, ficou parada na porta, constrangida, segurando a gola com uma mão e a calça do pijama com a outra.
— Desculpe, Caio, não foi de propósito. É que sua calça é muito grande. Assim que eu a visto, ela cai. Acabei sujando-a sem querer.
Ela não tinha pensado nisso antes.
Achou que o pijama masculino seria largo e confortável.
Não imaginou que seria tão grande.
Vestindo a camisa de Caio Soares, parecia que ela usava uma minissaia; desde que não se curvasse ou agachasse, não mostraria nada demais.
— Caio, seu nariz está sangrando?
— Sim, é o calor.
Caio Soares usou toda a sua força de vontade para reprimir o fogo que corria em suas veias.
Mas o perfume suave do sabonete no ar provocava e testava seu autocontrole constantemente.
Ele abriu a geladeira novamente e pegou outra garrafa de água gelada.
Mesmo ardendo em calor, não esqueceu de verificar a segurança.
Após confirmar que não havia problemas, abriu a tampa e virou a garrafa.
Maria Gomes foi para o closet e encontrou um conjunto de roupas casuais dela mesma.
Embora fossem para sair, o tecido era macio e servia para dormir.
Quando saiu vestida, Caio Soares não estava mais no quarto.
Ouviu-se o som de água no banheiro.
Caio Soares entrou no banho de forma desajeitada e ligou a água fria.
Apoiou as mãos na parede, curvou as costas, com os olhos vermelhos.
A água gelada caía, mas não conseguia apagar o fogo em seu interior nem dissipar a imagem daquelas pernas brancas...
Ele cerrou os dentes, os dedos se fecharam em punhos, e os músculos das costas se destacaram com força.
Antes, ele estava feliz por dividir o quarto com Maria Gomes.
Agora, só restava a preocupação.
Preocupação de perder o controle, de se entregar.
Ele baixou os olhos vermelhos e ardentes, focando em certo ponto.
Por fim, suspirou, rendeu-se e estendeu a mão lentamente...
Enquanto isso, Maria Gomes sentou-se à escrivaninha e ligou seu computador.
O laptop, documentos e as agulhas de prata estavam na mochila que ela carregava, salvando-se da explosão.
O dano não foi grande, mas o insulto foi extremo.
Especialmente aquele maldito sorriso.
Serik ficou atônito, sem entender.
— O que houve? O que é isso?
O pesquisador murchou como uma planta sem água, recostou-se na cadeira e deixou as mãos caírem.
— Desculpe, senhor Serik, fomos descobertos.
Já tinham sido descobertos há muito tempo.
No palácio, só podiam usar a rede local.
Assim que se conectasse, os dados no computador de Maria Gomes poderiam vazar.
Por isso, antes de conectar, ela preparou uma recepção.
No momento da invasão, o alarme de segurança dela disparou, e ela entrou no jogo.
Deixou uma pequena brecha propositalmente, fazendo o oponente pensar que achara uma entrada.
Fingiu lutar e recuar, simulando derrota.
Quando o oponente pensou ter dominado o computador e relaxou a guarda...
Ela fechou a porta e soltou os cachorros.
O pesquisador perdeu totalmente o controle do próprio computador.
— Rápido, contra-ataque! — Serik empurrou o ombro dele.
O pesquisador balançou a cabeça.
— Não dá. Ela é assustadora!

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