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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 302

O país inteiro estava falando deles. Não importava onde Valentina olhasse — televisão, celular, portais de notícias, redes sociais — o nome dela estava lá. O nome dele estava lá. E, agora, os dois não eram mais um casal poderoso.

Eram um escândalo.

“ESPOSA PROCESSA BILIONÁRIO POR CRIMES FINANCEIROS E CONSPIRAÇÃO”

“CASAMENTO POR CONTRATO: FARSA OU ESTRATÉGIA?”

“VALENTINA DINIZ ACUSA RAFAEL MONTENEGRO DE MANIPULAÇÃO E CRIMES MILIONÁRIOS”

As manchetes se repetiam como um eco incessante, alimentando a curiosidade pública, inflamando opiniões, criando lados. E, pela primeira vez, Valentina não estava sendo apenas observada.

Ela estava sendo ouvida.

O escritório tinha se transformado em um campo de guerra silencioso, onde cada ligação atendida, cada documento enviado e cada declaração dada carregava peso estratégico. Lurdes mal conseguia acompanhar o ritmo, alternando entre ligações da imprensa, advogados e pedidos de entrevistas que pareciam não ter fim.

— Senhora… a GloboNews quer um posicionamento oficial — disse ela, já com o tablet na mão. — E três portais internacionais também estão solicitando resposta.

Valentina não levantou os olhos imediatamente. Estava sentada, mas não relaxada. A postura era ereta, controlada, quase fria demais para alguém que estava no centro de um escândalo daquele tamanho.

Ela terminou de assinar o documento à sua frente antes de falar.

— Eles vão ter.

Lurdes hesitou por um segundo.

— Todos?

Valentina finalmente ergueu os olhos.

E havia algo diferente ali.

Não era mais só dor.

Era domínio.

— Todos — respondeu, sem vacilar. — Esse caso não vai ser abafado. Nem aqui… nem fora.

Lurdes assentiu, já anotando mentalmente cada direcionamento.

— Prepare um comunicado. Claro, direto… e sem emoção.

Uma pausa.

— Quero que entendam que isso não é pessoal.

Ela inclinou levemente a cabeça.

— É justiça.

Mas, no fundo… era pessoal.

E muito.

Pouco tempo depois, a declaração já estava sendo replicada em todos os canais possíveis. Vídeos, cortes, análises, especialistas sendo chamados para comentar o caso que, em poucas horas, já estava sendo apelidado de:

“O julgamento do século.”

E Valentina alimentava aquilo.

Não com descontrole.

Mas com precisão.

Documentos começaram a “vazar”. Informações antes restritas passaram a circular em portais influentes. Trechos do contrato de casamento vieram à tona, deixando claro que aquela união não tinha sido construída sobre amor, mas sobre termos, condições… e interesses.

A reação foi imediata.

— Meu Deus… então era tudo armado?

— Ela foi usada?

— Ele comprou um casamento?

— Isso é doentio…

A imagem de Rafael Montenegro começava a rachar.

E Valentina assistia.

De pé, ao lado da janela do seu escritório, observando a cidade lá embaixo enquanto a televisão ligada atrás dela repetia, pela terceira vez, a análise de um comentarista jurídico.

— Se essas acusações forem comprovadas, estamos diante de um dos maiores escândalos empresariais do país…

Ela não se virou.

Não precisava.

Já sabia o efeito que aquilo estava causando.

E, pela primeira vez em dias…

sentiu que estava no controle.

Do outro lado da cidade, o cenário era outro.

Mas o caos era o mesmo.

A frente da sede da Montenegro estava tomada.

Câmeras.

Microfones.

Repórteres falando ao vivo.

O nome dele sendo repetido sem pausa.

— Estamos aqui em frente à Montenegro Group, onde há grande expectativa para a saída de Rafael Montenegro, alvo de graves acusações feitas por sua ex-esposa—

O burburinho aumentou de repente.

Portas se abriram.

E, para quem assistia de fora…

o silêncio dizia mais do que qualquer palavra.

No escritório, Valentina assistia à cena.

Os olhos fixos na tela.

Cada pergunta.

Cada acusação.

Cada silêncio dele.

Ela não piscava.

Não desviava.

Não hesitava.

E, quando a imagem congelou no momento em que Rafael entrava no carro, ela inclinou levemente a cabeça, como se analisasse tudo aquilo sob uma lente fria, distante.

— Continua se escondendo… — murmurou, quase para si mesma.

Mas, no fundo…

aquilo não parecia fuga.

Parecia escolha.

E isso a irritou mais do que qualquer resposta teria irritado.

Ela pegou o controle remoto e desligou a televisão.

O silêncio tomou conta da sala novamente.

Mas não era o mesmo silêncio de antes.

Agora… era um silêncio carregado de guerra declarada.

Valentina se virou, caminhando até sua mesa, os saltos marcando o ritmo firme de cada passo. Pegou um dos documentos já separados, passando os olhos rapidamente pelas páginas antes de fechar a pasta com decisão.

— Vamos até o fim — disse, a voz baixa, firme, carregada de algo que não voltaria atrás.

Porque, naquele ponto…

já não era mais sobre provar.

Era sobre destruir.

E, enquanto o mundo assistia, julgava e escolhia lados…

Valentina Diniz já tinha escolhido o dela.

E não havia mais espaço para recuar.

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