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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 269

O celular privado de Rafael tocou, e ao ver o número soube que algo estava errado.

Atendeu na mesma hora.

— Fala.

Do outro lado, a voz de Arthur veio tensa.

— Senhor… me perdoe, mas a senhora…

Rafael já estava de pé antes mesmo da frase terminar.

— O que tem a senhora?

— Ela informou que iria até a casa da senhora Kato e pediu que apenas seguíssemos o carro… disse que iria dirigindo.

Rafael apertou o telefone.

— E?

— Quando o veículo chegou ao destino… quem desceu foi a secretária dela. Lurdes.

Silêncio.

Pesado.

— E vocês não perceberam que estavam seguindo outra pessoa? — a voz de Rafael saiu baixa. Perigosa.

— Não, senhor. A senhora nunca fez esse tipo de manobra… e sabemos dos riscos que ela corre.

Arthur respirou fundo.

— A secretária disse que foi buscar documentos urgentes. Mas a senhora Kato negou qualquer pedido.

Rafael fechou os olhos por um segundo.

— Ok.

Desligou.

— Moreira.

— Sim, senhor.

— Ative o Viper. Quero saber onde a senhora está.

Moreira não questionou.

Caminhou até o quadro na parede. Digitou o código. O compartimento se abriu.

De lá, retirou o equipamento. Um grande notebook com insígnias militar.

Os códigos começaram a correr na tela.

Rastreamento ativo.

Alguns segundos depois.

— Senhor… A senhora esteve no sanatório municipal.

Silêncio.

— E agora está na mansão.

Rafael deu dois passos para trás.

Lentos.

Como se o corpo tivesse entendido antes da mente.

Ela descobriu.

— Guarde.

A voz saiu seca.

— Cancele todos os meus compromissos de hoje.

— Sim, senhor.

Mas Rafael já não estava mais ali.

Ele mesmo dirigiu. Quando chegou à mansão, Maria veio ao encontro.

— Senhor Montenegro…

— Onde está a senhora?

— No escritório sul, senhor. Já tem mais de uma hora e—

Ele não esperou o resto. Seguiu direto. Passos firmes. Rápidos.

A porta estava fechada. Ele abriu. Entrou. E parou.

Valentina estava sentada.Imóvel.

O olhar perdido em algum ponto distante.

Aquele escritório…

era de Vittória.

Agora parecia um lugar errado para qualquer um.

Ele fechou a porta atrás de si.

O som ecoou.

Ela levantou os olhos.

E o que havia ali…

não era só raiva.

Era pior.

Decepção.

— Valentina…

Ela não respondeu.

Só olhou.

Uma lágrima escapou.

Ela limpou na mesma hora.

— Você ia me contar quando?

Rafael deu dois passos em direção a ela.

— Não se aproxima.

A mão dela se ergueu.

Ele parou.

Imediatamente.

Recuou.

E sentou no sofá.

— O que você queria que eu dissesse? — ele falou, baixo. — Que internei minha mãe em um sanatório?

Ela o encarou.

— Por quê?

Uma pausa.

— Eu quero saber a causa.

Ela respirou fundo.

— Sua mãe é manipuladora. Egoísta. Fria.

O olhar dela endureceu.

— Mas louca?

Rafael passou as mãos pelas pernas.

— Eu queria te contar.

— Mas não sabia como.

— Não sabia?

Ela deu um riso curto.

Sem humor.

— Eu te perguntei várias vezes, Rafael.

— Era só falar.

Ele abaixou a cabeça.

— Eu sei.

O silêncio pesou.

— O que mais você está me escondendo?

Ela deu um passo em direção a ele.

— Esse é o momento de falar tudo.

Rafael desviou o olhar.

— Eu pensei que você confiava em mim.

Ela virou.

Foi até a janela.

As mãos apoiadas no vidro.

— Quando você ia me contar que sua mãe orquestrou todos os meus sequestros?

Rafael fechou os olhos.

A mão fechou em punho.

Silêncio.

— Por que não fala nada?

Ela virou.

A voz mais firme.

— Eu estou te dando a chance de falar.

Ele respirou fundo.

— O que você queria que eu fizesse, Valentina?

A voz dele saiu mais pesada agora.

— Minha mãe mandou matar a Sara.

Ela ficou em silêncio.

— Escondeu o corpo.

— Manipulou tudo.

Ele levantou o olhar.

— Você sabe do que ela era capaz.

Uma pausa.

— Quando eu descobri sobre os sequestros… eu tirei tudo dela.

Valentina deu dois passos para trás.

— Quando?

Silêncio.

— Quando você descobriu?

Ele abriu a boca.

Hesitou.

— No Japão.

O mundo dela pareceu inclinar.

— Então…

Ela riu.

Sem som.

— Desde o Japão você sabia?

O olhar voltou para ele.

Cortante.

— E me deixou aqui?

— Morando com ela?

— Eu não tenho mais nada para falar com você, Rafael.

A voz saiu cansada.

— Me deixa.

Ele segurou ela de novo.

Mais suave.

— Valentina… não faz isso.

— Só te peço uma coisa.

— Confia em mim.

Ela riu.

Baixo.

Sem alegria.

— Confiar?

Ela olhou nos olhos dele.

— Como agora?

Ele engoliu seco.

— Eu sei que parece loucura…

— Mas tudo o que eu faço é por você.

— Não me deixa.

Ela se soltou.

Com esforço.

Olhou para ele.

E o que havia ali…

acabou com qualquer defesa dele.

— Você me decepcionou, Rafael.

Silêncio.

Ela caminhou até a porta.

Ele não aguentou.

Caiu de joelhos.

— Valentina…

A voz falhou.

— Por favor…

— Não me deixa.

Ela parou.

Virou lentamente.

Os olhos dele estavam vermelhos.

Destruídos.

— Eu posso te perdoar.

A voz dela saiu baixa.

— Mas me promete uma coisa.

Uma pausa.

— Não existe mais nenhuma mentira entre nós?

O silêncio caiu.

Pesado.

A mente dele girando.

Rápido.

Perigoso.

O coração apertando.

E então…

— Eu juro.

Ele sustentou o olhar.

— Não há mais nenhuma mentira entre nós.

Ela ficou olhando.

Por alguns segundos.

Longos.

— Hoje eu vou dormir no meu quarto.

Virou-se.

— Estou com dor de cabeça.

Abriu a porta.

E saiu.

Rafael permaneceu de joelhos.

As mãos apoiadas no chão.

A cabeça baixa.

— Me perdoa…

A voz saiu em um sussurro quebrado.

— Por mentir.

Uma pausa.

— Mas eu tenho medo de te perder.

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