Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 180

Do lado de fora, o mundo já estava pronto para devorar.

— Extra! Extra! — a voz atravessou o corredor como uma lâmina.

— Esposa do magnata Rafael Montenegro é flagrada traindo o marido!

Celulares se ergueram como armas.

Câmeras buscaram ângulos.

Microfones se esticaram em direção à porta fechada.

— Furo de reportagem! — alguém leu em voz alta, quase triunfante.

— Socialite entra em quarto de hotel acompanhada de segurança durante evento bilionário!

O corredor elegante do Rosewood se deformava em algo feio, ansioso, faminto.

— Abram essa porta!

— Rafael, isso é verdade?

— O senhor vai se pronunciar?

Moreira avançou como uma muralha.

— Afastem-se imediatamente. — a voz dele cortou o barulho. — Ou todos serão processados por invasão, difamação e quebra de protocolo.

Dois seguranças se posicionaram ao lado dele, braços firmes, expressão dura.

Mas o estrago já estava feito.

A porta diante deles — madeira escura, número dourado refletindo a luz fria — começava a girar.

Rafael Montenegro não respirava.

Não por choque.

Mas porque, naquele segundo, duas verdades se chocavam dentro dele.

Uma gritava: isso é mentira.

A outra sussurrava, cruel: algo aconteceu com ela.

E essa segunda voz era a que mais doía.

Isabella estava logo atrás.

Os olhos brilhavam de expectativa mal disfarçada.

O corpo inclinado para frente, como quem espera o momento exato de assistir à queda.

A maçaneta girou por completo.

A porta abriu.

A luz acendeu.

E o silêncio que caiu não foi normal.

Foi errado.

Rafael deu um passo para dentro.

Depois outro.

E parou.

O quarto não parecia uma cena de traição.

Parecia uma cena controlada.

Na poltrona próxima à janela, Enzo estava sentado.

Relaxado.

Uma perna cruzada sobre a outra.

O cotovelo apoiado no braço da cadeira.

Um cigarro aceso entre os dedos, a fumaça subindo lenta, insolente.

Ele parecia… confortável.

No chão, ajoelhados, dois homens.

Uniforme rasgado, sangue escorrendo da sobrancelha, respiração pesada. Boca cortada, rosto inchado, mãos presas atrás das costas, o olhar quebrado.

Ambos dominados.

Ambos sangrando.

Em pé, alguns passos à frente dos homens ajoelhados, estava Dario.

O assessor de Enzo mantinha o paletó impecável apesar da cena. As mãos cruzadas à frente do corpo. A postura rígida de quem não precisava tocar em ninguém para impor respeito. O olhar atento, avaliando cada detalhe como se estivesse registrando provas silenciosas.

Perto da porta, um dos seguranças de Enzo permanecia imóvel, braços cruzados, expressão neutra — não para intimidar, mas para garantir que nada ali saísse do controle antes da hora.

E então Rafael viu.

A cama.

Valentina estava deitada.

Coberta até o peito.

Os cabelos espalhados pelo travesseiro.

O rosto sereno demais.

A pele pálida.

Inconsciente.

Dormindo.

Alheia ao inferno que se desenhava ao redor.

O coração de Rafael falhou uma batida inteira.

— Valentina… — a voz dele saiu baixa, quase engolida.

Bianca entrou atrás dele antes que qualquer um pudesse impedir.

O salto bateu seco no chão quando ela correu até a cama.

— Meu Deus… — sussurrou, ajoelhando-se ao lado dela.

Tocou o pulso, observou a respiração.

— Ela foi dopada.

Rafael não se moveu.

O mundo inteiro pareceu encolher para dentro do peito dele.

— Oi, primo. — a voz de Enzo soou tranquila demais. — Demorou. Mais uma vez.

Rafael virou o rosto lentamente.

O olhar que encontrou Enzo não era explosão.

Era contenção absoluta.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou.

Enzo deu uma tragada longa no cigarro, como se estivesse em um lounge qualquer — não no centro de um escândalo que poderia destruir um império.

Soltou a fumaça devagar.

— Salvando a donzela em perigo… — disse, com um meio sorriso torto. — Mais uma vez.

Rafael virou o rosto para ele.

O olhar não era de gratidão.

CAPÍTULO 180 — QUANDO A PORTA SE ABRE 1

CAPÍTULO 180 — QUANDO A PORTA SE ABRE 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário