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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 518

Uma vez que o pensamento surgiu, começou a se espalhar pela mente de Guilherme como uma videira desenfreada.

Ele não pôde evitar se lembrar de Tatiana naquela cama, recém-desperta de um ferimento grave.

Como um filhote de pássaro abrindo os olhos pela primeira vez, ela procurava sua mãe de forma confusa e inocente, confiando plenamente em qualquer um que lhe mostrasse um pouco de gentileza.

Guilherme sentiu uma súbita nostalgia daquela Tatiana recém-desperta.

Ele havia ouvido falar de uma cirurgia estrangeira chamada lobotomia frontal, que poderia apagar as memórias de uma pessoa. Mas o resultado poderia ser que a pessoa se tornasse uma idiota, não apenas perdendo as memórias, mas talvez também as emoções mais básicas.

Guilherme imaginou essa cena.

Se no final ele conseguisse apenas um boneco idêntico a Tatiana, não valeria a pena.

Decidiu deixar as coisas como estavam.

Embora às vezes, devido às palavras dos irmãos da família Orsi, ela tivesse vontade de ir embora, ele sempre encontraria uma maneira de fazer ela feliz, de fazer com que esquecesse aquela coisa chamada afeição familiar.

Ele não acreditava que três ou cinco anos de convivência seriam suficientes para superar algumas palavras breves dos dois.

Com uma resposta clara em mente, Guilherme já não estava tão sombrio como antes. Se sentiu aliviado e se levantou do sofá.

Ao virar a cabeça, viu as roupas e vestidos elegantes no cabide atrás do sofá, e seu semblante se suavizou ainda mais.

Depois de refletir por um momento, ele deu alguns passos, moveu o cabide resistente e levou ele para o quarto principal de Tatiana.

No quarto, a paciente havia acabado de terminar a pequena tigela de comida, e as duas bolsas de soro estavam quase vazias. Ela estava pensando em como retirar a agulha da mão quando a sombra e os passos leves entraram no quarto.

- O que você está fazendo? - Disse ele.

A voz repentina de Guilherme assustou Tatiana, que estava imersa em seus próprios pensamentos. Ela se sobressaltou e arrancou a agulha da mão, fazendo o sangue escorrer de seu dorso.

Vendo a cena, o rosto de Guilherme mudou drasticamente. Sem se preocupar em fixar o suporte onde havia colocado suas roupas, ele caminhou rapidamente em direção a Tatiana.

- Você perdeu a cabeça? Arrancar a agulha com uma mão só, ficou muito habilidosa, é? - Ralhou ele.

Tatiana ficou sem reação com a bronca.

Quando viu o adesivo cobrindo o ferimento na parte de trás de sua mão, de onde o sangue escorria, ela finalmente falou com uma voz fraca:

- Só arranquei a agulha, não tomei nenhuma injeção, qual é o problema?

Guilherme abriu um sorriso frio e irônico e abriu o lenço que havia usado para limpar o sangue da mão dela. As manchas de sangue pareciam assustadoras.

- Então, Srta. Taís, o que você considera um problema sério?

O sangue no lenço realmente parecia bem assustador.

Mas Tatiana ainda respondeu em voz baixa, desafiadora:

- Isso aconteceu porque você entrou de repente, me assustou e eu errei. Antes, eu sempre fazia essas coisas sozinha sem problema nenhum.

- Taís Orsi, espero que você lembre: o passado é o passado, e o presente é o presente. As dificuldades que você enfrentou na família Garrote ou em qualquer outro lugar já passaram e não têm mais relação com quem você é agora. Você só precisa lembrar que agora você não precisa lidar com tudo sozinha. Se precisar de algo, pode me pedir.

Ele ergueu os olhos, olhando para Tatiana com seriedade, como se estivesse fazendo uma promessa.

Tatiana, desconcertada pelo olhar fixo dele, sentiu seu coração bater confuso por causa de suas palavras. Ela evitou o olhar de Guilherme e, nervosa, retirou sua mão da dele.

- Mas não importa se sou a de antes ou a de agora, eu ainda sou eu, Guilherme. Contanto que eu seja uma pessoa saudável e completa, ainda prefiro depender de mim mesma no que for possível, e não dos outros.

O olhar de Guilherme não se desviou nem por um momento.

- Então, para você, eu sou um estranho?

O silêncio que se seguiu foi como uma resposta precisa, que perfurou seu coração profundamente.

Guilherme não sabia como descrever o que sentia naquele momento.

Mesmo sem sinais visíveis, parecia mais doloroso do que todas as feridas que ele já tinha sofrido antes.

A dor era tão intensa que ele quase não conseguia respirar.

Justo quando ele estava prestes a se levantar do chão e sair do quarto, a moça disse:

- Eu não sei o que você representa para mim. Se fosse você de dois dias atrás, eu poderia dizer sem hesitar que você era minha família, meu amante. Mas, Guilherme, você mentiu para mim sobre tudo. Como pode negar que, para mim, você é um estranho?

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