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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 482

No terceiro andar do hotel havia uma varanda, com um café-livraria, onde os visitantes podiam descansar gratuitamente.

Do lado de fora, a varanda era adornada com uma variedade de flores, sendo as rosas as mais abundantes. Vermelhas, brancas, cor de champanhe, todas podadas em forma de treliça e entrelaçadas com outras flores trepadeiras. O ambiente apresentava uma visão utópica sob as luzes.

Era realmente lindo.

A primeira impressão de Lorenzo ao trazer Severino ali foi de que ele não deveria ter trazido um homem, mas sim aquela mulher.

Rosas.

Se as informações que ele tinha lido estavam corretas, essas eram as flores favoritas daquela mulher. Rosas, clichês e românticas.

- Sr. Borges, não sei por que o senhor me chamou para vim aqui com você. O que está acontecendo?

Severino, seguindo Lorenzo, estava ficando cada vez mais nervoso com o silêncio dele. Afinal, ele não acreditava que Lorenzo o tinha trazido ali apenas para ver as rosas. Isso seria ainda mais assustador.

Lorenzo continuava em silêncio. Ele deu mais dois passos à frente, e suas longas e limpas pontas dos dedos roçaram uma bela rosa florescendo, naquele instante um feixe de luz da varanda caia sobre a rosa, brilhando intensamente.

Quando Severino já não sabia mais o que esperar, Lorenzo finalmente falou:

- Severino, você acha essas flores bonitas?

Severino levantou a cabeça, seguindo com o olhar as pontas dos dedos de Lorenzo que tocavam algumas rosas.

Anteriormente, ele achava que todas as flores eram iguais, afinal, eram da mesma espécie e cor. Não havia nada de especial nelas. Mas, de alguma forma, após Lorenzo mencioná-las, ele começou a achar que aquelas flores realmente eram mais radiantes.

Embora não quisesse responder, Severino acabou assentindo diante da pergunta de Lorenzo:

- Sr. Borges, essas flores são muito bonitas.

Assim que ele terminou de falar, ele viu Lorenzo pegar uma tesoura próxima e, com alguns cortes rápidos, viu Lorenzo cortar aquelas rosas.

Severino ficou em silêncio.

As flores da varanda podiam ser cortadas, mas o jardim era principalmente para os visitantes apreciarem. Na maioria das vezes, apenas o dono do café podava as plantas que estavam crescendo tortas. Nunca antes alguém havia cortado flores tão bonitas.

Visitantes comuns seriam repreendidos se tentassem colher as flores.

Depois que Lorenzo terminou de fazer o que estava fazendo, Severino não conseguiu evitar olhar ao redor, temendo ver algum turista prestando atenção neles.

Felizmente, os turistas estavam na praia apreciando a paisagem noturna ou jantando. Não havia muitas pessoas por ali, e os poucos que estavam, estavam longe e não prestavam atenção neles.

- Severino, não precisa ficar tão assustado. O dono deste hotel não ousaria dizer nada contra mim. Se eu arrancasse todas as flores dele, ele ainda não ousaria reclamar.

Lorenzo cortava os espinhos das rosas com desdém, colocando-as uma a uma na mesa. Ao lado, havia um pedaço de papel de presente, do tipo vendido nas margens das estradas litorâneas, e Severino não tinha ideia de onde Lorenzo havia conseguido.

Ele estava parado, hesitante, mas não conseguiu se conter:

- Não sei por que o Sr. Borges me chamou aqui. Há algo que deseja me dizer?

Lorenzo levantou os olhos para ele e soltou um sorriso frio:

- Por que acha que eu te chamei aqui, Severino? Você não tem ideia do motivo?

Severino não respondeu.

Ele tinha uma suspeita, mas não queria admitir, então fingiu ignorância.

Ele suspeitava que tinha a ver com Tatiana, mas não sabia exatamente o quê.

Também não entendia por que Lorenzo protegia tanto aquela mulher.

O silêncio tornou a atmosfera mais constrangedora. Após um breve momento de quietude, Severino finalmente quebrou o silêncio:

- Se o Sr. Borges está chateado com a maneira como falei com a Srta. Taís no jantar, posso pedir desculpas ao senhor e à Srta. Taís.

Afinal, Lorenzo havia explicado que eles iriam embora no dia seguinte, então um pedido de desculpas não faria mal.

Lorenzo soltou um sorriso frio:

- Desculpe, Sr. Borges, eu estava apenas preocupado com sua segurança, então agi de forma precipitada. Peço que aceite minhas desculpas.

Lorenzo soltou um leve riso:

- Já que você reconhece seu erro, espero que não se repita.

- Naturalmente.

Severino respondeu rapidamente.

Ao ouvir sua resposta, Lorenzo não fez mais ameaças e mudou o tom:

- Hoje, não tomei medidas drásticas com você por dois motivos: primeiro, não quero que Tatiana fique chateada; segundo, estou perdoando sua intenção de se preocupar comigo. Afinal, como você disse, sua intenção era boa. Mas, saiba que eu detesto que outros se preocupem por mim. Então, Severino, tome cuidado.

Enquanto falava, Lorenzo dois passos à frente, e a última frase foi quase sussurrada ao ouvido de Severino, o que quase fez as pernas dele falharem de medo.

Lorenzo deu um tapinha no ombro de Severino antes de passar por ele. O buquê de rosas, cuidadosamente embalado, estava escondido atrás de suas costas enquanto ele caminhava com passos leves.

Severino, finalmente recuperando a consciência após um tempo indeterminado no vento frio, percebeu que estava coberto de suor frio. A brisa do mar clareou sua mente, trazendo uma súbita realização sobre sua imprudência. Onde ele havia encontrado coragem para falar daquela maneira com Lorenzo e, pior ainda, para testar Tatiana na frente dele? Será que foi porque, no último mês, Lorenzo parecia ter uma paciência infinita?

Ele precisava se lembrar do esforço que Lorenzo fez para tirar Tatiana de onde ela estava.

Ele mesmo poderia ser considerado dispensável, mas Lorenzo insistia em envolver Tatiana em seus jogos. Mesmo que isso colocasse em risco a sua própria segurança, era uma escolha pessoal de Lorenzo.

Talvez, desde o início, Lorenzo tivesse levado Tatiana embora apenas em busca de uma dose de adrenalina.

Mas, independentemente das intenções de Lorenzo, não era algo em que Severino pudesse interferir.

Com a mente mais clara, Severino decidiu que, uma vez no exterior, procuraria uma maneira de se afastar gradualmente de Lorenzo e Tatiana. Enquanto pensava nisso, seu celular tocou no bolso.

Ainda inquieto, ele atendeu a chamada, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ouviu a voz fria e distante de Lorenzo pelo fone:

- Tatiana sumiu. Volte para o quarto do hotel imediatamente.

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