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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 460

O barulho na porta era alto demais, não parecia a visita amigável de um morador do vilarejo.

Guilherme e Severino trocaram um olhar, e a expressão do último foi gradativamente se tornando sombria.

Embora os últimos dias parecessem tranquilos, na realidade, as intrigas nos bastidores não eram pequenas.

Os membros da família Orsi não conseguiam localizar Guilherme, mas sabiam como buscar pistas através de Severino.

As informações na internet se espalham rapidamente, e o próprio Severino já tinha visto alguns posts a seu respeito. No entanto, devido ao seu disfarce simples e muito diferente das fotos de trabalho no hospital, não havia muitas pessoas que o reconhecessem.

Mas aquela não era uma solução a longo prazo, e por mais que se escondesse e disfarçasse, continuava sendo a mesma pessoa.

Quanto à pessoa que estava batendo na porta, eles não sabiam quem era. Se por acaso fosse alguém da família Orsi procurando por eles...

A batida continuava, e Tatiana, já irritada, franziu a testa ao ver que nenhum dos dois homens se levantava.

- Já que alguém veio visitar, por que vocês não vão atender a porta?

Cansada de esperar por alguém, ela se manifestou.

Sem pensar duas vezes, ela se levantou e deixou os talheres de lado.

Mas antes que pudesse dar dois passos, seu pulso foi agarrado pelo homem ao seu lado.

- Se sente.

Tatiana baixou os olhos e encontrou os de Guilherme, frios como gelo.

- Mas...

Um arrepio subiu por suas costas, e ela finalmente percebeu seu erro.

Naquele pequeno lugar, ninguém os conhecia, e quem seria tão descarado a ponto de bater na porta de madeira daquele jeito? Quem poderia dizer se as intenções eram boas ou ruins?

Se fossem aquelas pessoas que haviam expulsado Loh da família Borges, eles poderiam estar em perigo.

Imediatamente, Tatiana voltou a se sentar e admitiu seu erro com obediência.

- Desculpe, Loh, eu esqueci da sua situação. Fui muito precipitada.

O som na porta continuava.

Guilherme já havia deixado os talheres de lado, tamborilando os dedos na mesa de pedra, o cenho franzido com irritação.

Ao ouvir as palavras de Tatiana, a opressão em seu peito se intensificou.

Era óbvio que o almoço estava arruinado.

Ele de repente se levantou da borda da mesa de pedra, e, talvez por coincidência, o som da batida na porta também cessou ao mesmo tempo.

Guilherme lançou um olhar para fora e, com o rosto impassível, girou sobre seus calcanhares, entrou e saiu de casa em menos de dois minutos.

Não se sabia o que manipulava em suas mãos, que logo depois escondeu em suas costas, sob o casaco preto.

À distância, era impossível discernir o que segurava, apenas se notava um brilho frio sob a luz do sol.

Tatiana estava alheia, mas Severino tinha uma suspeita.

Com o coração acelerado, estava prestes a falar algo para alertar Guilherme, quando o mesmo se adiantou:

- Traga ela para dentro, você não ouviu minhas ordens? Não leve ninguém para fora.

Severino ainda estava atordoado, aparentemente chocado e sem recuperar completamente os sentidos.

Ele sabia que o Mestre Guilherme era audaz, mas nunca imaginou que ele guardasse uma arma consigo...

Com o local era pequeno, um homicídio não seria fácil de encobrir.

Com o coração em tumulto, Severino mal abriu a boca e levantou os olhos, e foi cortado por uma repreensão fria de Guilherme:

- Você não entendeu o que eu disse?

Imediatamente, sem ousar dizer nada, ele acatou e levou Tatiana para dentro.

Ela sempre foi obediente.

O recém-chegado, resmungando, se apoiou na porta e cuspiu.

- Caramba, tem gente em casa e demora uma eternidade para abrir a porta? Quase morri aqui!

- O que o senhor deseja? - Perguntou Guilherme com um olhar tranquilo e firme.

O homem robusto na porta se endireitou, e seu rosto coberto de carne bovina parou por um momento, um olhar atordoado em seu rosto.

Quando sua esposa disse que um homem parecido com uma estrela de cinema havia se mudado para a vila, ele duvidou.

Agora que estava vendo com seus próprios olhos, ele percebeu que era verdade.

Por viver no campo, Guilherme estava vestido de maneira bastante casual.

Mas mesmo vestindo um agasalho esportivo casual e um suéter simples, Guilherme exibia uma silhueta elegante e alta. Somado ao seu semblante indiferente e bonito, ele parecia emitir uma aura distinta das demais pessoas.

Porém, o pensamento do homem na porta tomou um rumo diferente. Como um homem tão belo poderia se contentar em alugar uma casa tão velha e simples no campo?

Com um vislumbre de desprezo surgindo em seu rosto, o homem robusto falou:

- Não é nada importante, é só que vocês são novos aqui na vila e há algumas coisas que precisamos esclarecer.

Ele segurava um monte de panfletos cor-de-rosa que falavam sobre a criação de uma vila saudável e outras questões similares.

Guilherme não tinha paciência para ouvir nada e nem se deu ao trabalho de pegar os papéis que lhe eram oferecidos.

Estava prestes a fechar a porta quando se lembrou das palavras de Tatiana e, decidindo que não era hora de causar alarde, suavizou um pouco o tom e disse:

- Não se preocupe, minha esposa e eu provavelmente nos mudaremos em alguns dias.

O homem ficou surpreso e perguntou:

- Mas você não disse que alugaram por um ano? Isso foi há menos de um mês...

Guilherme deu um passo à frente, seu olhar era gélido.

- Há algum problema?

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