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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 425

Quando Tatiana voltou correndo para a caverna, a pessoa que estava caída no chão estava acordando.

Ele estava ardendo em febre, e qualquer movimento parecia uma tortura.

Ao ouvir alguém entrando da caverna, ele virou a cabeça lentamente para olhar, apertando o punho ao redor da faca que segurava.

Quando viu quem era, fechou os olhos por um momento, sem perceber que havia suspirado de alívio.

Ele se apoiou na parede de pedra e lançou um olhar para ela.

- Você fugiu e ainda tem coragem de voltar? Está perdida ou enlouqueceu?

Tatiana o ignorou, foi até o local onde a coberta da noite anterior estava estendida, alisou ela e colocou em cima as castanhas e as frutas silvestres que havia recolhido.

Não era só isso, havia também duas laranjas que ela viu no caminho de volta; as outras na árvore foram devoradas pelos pássaros, apenas aquelas duas permaneceram, e ela as colheu.

- Onde você estava pegando água ontem à noite? Vou buscar um pouco e descascar algumas castanhas para você. Quanto à como sair da montanha, quando você estiver um pouco melhor, você pode me ajudar a encontrar o caminho, que tal?

Guilherme estreitou os olhos, sua voz estava rouca:

- Então a Srta. Taís voltou porque não sabe o caminho para descer a montanha? Você é tão ingênua assim?

Por um instante, Tatiana realmente quis arrancar a faca das mãos de Guilherme e lhe dar um golpe certeiro.

Ela nunca tinha visto alguém tão mesquinho em sua vida.

Nem Lorenzo chegava aos seus pés!

Ela apertou os lábios e ficou em silêncio, descascando as castanhas que havia recolhido; comia uma e colocava outra ao lado de Guilherme.

Quando quase não havia mais comida no chão, ela bateu as mãos e parou, pegou uma concha seca na entrada da caverna e perguntou novamente:

- Para que lado fica a fonte de água?

Aquelas montanhas também eram mágicas, provavelmente um lugar que havia sido inundado muitos anos atrás, pois era possível encontrar muitas pequenas conchas no solo.

A concha que Tatiana segurava era um pouco maior, ela não sabia de onde Guilherme a havia tirado, mas tinha visto a concha assim que acordou.

Guilherme olhou para ela com um olhar sonolento e disse:

- Siga para o sul por cerca de quinhentos metros, depois é só seguir o som da água e fazer marcas no caminho.

- Entendido.

Tatiana guardou as palavras de Guilherme em seu coração, e se curvou para colocar as frutas silvestres de volta no bolso. Aquelas frutas não eram saborosas, mas o suco delas podia ser espremido e aplicado nos troncos das árvores como marcação, para que, em caso de se perderem na montanha, pudessem encontrar os sinais. Depois de guardar as frutas, ela ainda bateu no bolso e levantou os olhos para Guilherme, que descansava de olhos fechados.

- Além disso, não sou tão tola quanto você pensa; sei muito bem o que estou fazendo.

Guilherme levantou ligeiramente as pálpebras ao ouvir as palavras, e com um leve desdém, sorriu ironicamente.

- Você diz que sabe o que está fazendo, mas voltou para as mãos do seu sequestrador por conta própria.

Tatiana apertou os lábios.

Neste assunto, ela reconhecia que tinha sido um pouco tola.

A razão lhe dizia que deveria aproveitar que Guilherme estava doente e incapaz de se mover para fugir.

Mas a ideia de que Guilherme poderia morrer naquela caverna, sem água e sem comida a impediu de fugir.

Embora sua morte não tivesse nada a ver com ela.

No entanto, apenas pensar que um dia poderia salvar uma vida e optasse por observar indiferentemente sua morte, lhe causava um desconforto interno, um desgosto por si mesma.

Além do mais, ela tinha sobrevivido graças a Guilherme.

Guilherme observou Tatiana em silêncio, e o sorriso em seu rosto se intensificou.

A noite caiu completamente, mas ninguém no topo da montanha conseguia dormir.

Lorenzo saiu da tenda, o casaco de terno casualmente jogado sobre os ombros, com dois botões da camisa de baixo desabotoados.

Apesar do frio cortante no topo da montanha, ele parecia ter corrido oitocentos metros em pleno calor do verão.

Alguém passou por ele, assustado com sua expressão gélida, e ainda podia se perceber um leve cheiro de sangue vindo dele.

Pedro só percebeu depois que Lorenzo já tinha saído da barraca, ele ainda estava com um cigarro não aceso na boca e apressadamente jogou ele fora para alcançar Lorenzo.

- Lorenzo, você descobriu algo?

- Consegui algumas pistas. - Disse Lorenzo rapidamente enquanto caminhava em direção à barraca onde a família Orsi estava acampada.

Quando Lorenzo chegou, os irmãos Orsi estavam discutindo estratégias.

- Vamos enviar algumas pessoas para o lugar que o Manu mencionou, e as outras podem voltar para casa descansar. Não podemos deixar todos ocupados na montanha. E se lembre de pagar os salários, acerte o máximo que puder. - Instruiu Leopoldo.

Eduardo concordou:

- Entendi, Leo. Então eu vou me retirar com os irmãos, e você e o Manu vão ao lugar mencionado por essa pessoa?

- Sim. - Disse Leopoldo, e seguiu Emanuel para preparar o equipamento.

As estradas montanhosas eram difíceis de atravessar à noite, mas como já tinham arrancado informações dos subordinados de Guilherme, era essencial ir imediatamente.

O tempo não esperava por ninguém, e um atraso poderia ser um arrependimento para toda a vida.

Quando terminaram de distribuir as tarefas, Leopoldo e os outros notaram Lorenzo, que tinha chegado apressadamente, e perceberam que havia algo errado com sua postura.

Lorenzo deu um passo à frente, e o leve cheiro de sangue em seu corpo fez suas palavras soarem um pouco sombrias:

- Presidente Leopoldo, Presidente Orsi, meus homens pegaram um dos capangas do Guilherme no final da tarde, e eu consegui arrancar algumas informações dele que podem ajudar a encontrar a Tati, por isso vim falar com vocês.

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