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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 406

- Senhorita Taís, seus olhos são realmente bonitos, deixar você morrer assim parece um desperdício. - Disse Guilherme, enquanto apertava seu pescoço com uma força mediana, sem aumentar a pressão, mas olhando para ela de cima, como se observasse uma formiga, com um olhar que misturava piedade e um ar de condescendência.

Seu polegar deslizava lentamente pelo queixo de Tatiana, seguindo o trajeto das veias onde o sangue pulsava.

De repente, ele afrouxou o aperto, se inclinou um pouco, e sua respiração quente quase alcançou o ouvido de Tatiana.

- O que acha de você me implorar para te deixar ir e eu não fazer mais nada com você? - Sussurrou Guilherme.

Guilherme inclinou a cabeça, seu olhar sombrio carregado de um sorriso, arrepiava a espinha.

Tatiana, com os olhos vermelhos, encarava ele, suportando tudo o que estava passando.

Implorar a ele?

Será que deveria agir como Carolina, chorando frágil e delicadamente para pedir sua misericórdia?

Ou deveria renunciar ao seu orgulho e dignidade apenas para sobreviver?

Qualquer que fosse a resposta, provocava uma ira interminável em Tatiana.

Aproveitando o momento em que Guilherme aliviou a pressão, ela cuspiu com força em seu rosto.

- Saia daqui! - Gritou Tatiana.

Não se sabe se foi a raiva intensa ou talvez o fato de ter mordido o lábio com força, mas o gosto de sangue permeava sua boca.

Enquanto isso, o rosto do homem foi salpicado por cuspe tingido de sangue.

O que mais nauseava Tatiana era que Guilherme, longe de se enfurecer, até riu, levantando a mão para limpar o sangue do rosto e esfregando ele nos lábios.

- Você é realmente nojenta! - Zombou Guilherme.

Incapaz de se conter, Tatiana finalmente explodiu.

Guilherme parecia achar a situação engraçada, olhando ela com a cabeça inclinada.

- Nojenta? Quem você diz ser nojento? Neste mundo, quem não é? Somos todos bestas vestindo peles humanas, tentando nos amarrar com regras e normas. Essa hipocrisia não é nojenta? - Gritou Tatiana.

"Maluco!" Tatiana amaldiçoou em seu coração, reprimindo as emoções que fervilhavam dentro dela e tentando se acalmar.

Ela não estava simplesmente esperando pela morte. Assim que percebeu que Guilherme não tinha mais intenção de fazer mal a ela, as mãos atadas atrás da cadeira começaram a se mexer.

Infelizmente, as cordas estavam muito apertadas, e apesar de seus esforços para afrouxar um pouco, nada parecia funcionar.

Ela até havia caído antes, o que fazia sua mão esquerda doer ao menor movimento, impossibilitando qualquer tentativa de soltar as cordas.

Tatiana fechou os olhos, e finalmente sua mente se acalmou para pensar direito nas coisas.

Ela usava um brinco com dispositivo de localização, mas normalmente não o mantinha ativado continuamente para economizar energia. Se conseguisse ativar, talvez Alê e os outros pudessem encontrar ela a tempo.

Mas agora suas mãos estavam amarradas, e ela não podia operar o dispositivo.

O que ela deveria fazer?

Tatiana apertou os lábios, se sentindo desanimada, e abriu os olhos num momento de grande ansiedade.

Ao mesmo tempo, ela levantou o olhar e se encontrou com um par de olhos que a examinavam.

O rosto diante dela era muito parecido com o de suas lembranças, mas com uma aura completamente diferente. Os olhos negros a encaravam diretamente.

Tatiana se assustou, e ao recuperar os sentidos, desviou o olhar instintivamente.

Maldição, mesmo nestes momentos, ela se pegava recordando o passado através daquele rosto.

Mas, talvez não importasse relembrar o passado.

Afinal, naquela situação, tudo o que ela podia fazer era saborear um pouco de doçura, certo?

Se lembrasse do passado, na verdade, ela era até que sortuda.

Ela tinha amado sinceramente uma pessoa na época mais ingênua e despreocupada de sua juventude.

Não precisava considerar mais nada. Aquele amor da juventude era simples e puro.

Tatiana empinou o pescoço.

- Vem! Vem! Se você tem coragem, me mate, não seja como um inútil que não consegue nem matar alguém antes de perder a força! Se você é capaz, me mate! - Exclamou Tatiana.

Guilherme levantou a mão e agarrou o pescoço de Tatiana, confrontando seus gritos de raiva, mas de repente recuou.

Ele bufou friamente, avaliando Tatiana com os olhos semicerrados.

- Você é realmente interessante, não é à toa que o rapaz da família Alves tem pensado em você por tantos anos. - Refletiu Guilherme.

“Rafael?”

Ao ouvir esse nome, Tatiana também se enrijeceu um pouco.

Seu conhecimento sobre Rafael se limitava às informações registradas nos documentos e ao tempo que passaram juntos recentemente, ela realmente não sabia mais nada profundo.

Isso não era exatamente preciso, na verdade, ela conhecia o Rafael que aparecia todos os dias como um cavalheiro educado.

E aquelas táticas registradas nos documentos, como Rafael substituiu pessoalmente o detestável pai, ela nunca havia visto, nem mesmo podia imaginar.

Um homem que normalmente é muito metódico, até considera todos os detalhes ao fazer uma visita, como ele poderia lutar de inteligência contra sua própria família?

Claro, Tatiana realmente não queria saber.

Se as táticas eram para proteger ela, mesmo que fossem um pouco sujas, ela não achava que havia algo errado.

Mas como o homem à sua frente, que usava táticas para machucar pessoas inocentes para agradar a si mesmo, ele era simplesmente um vilão!

Tatiana também não perguntou mais sobre Rafael, de repente ela se sentiu indiferente, com uma expressão de quem já viu tudo na vida e não temia nada.

Ela até gritou para Guilherme de forma bastante arrogante.

- Ei, afrouxe a corda que me amarra. - Ordenou Tatiana.

Ao ouvir isso, Guilherme apertou ainda mais os olhos.

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