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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 405

Não se sabe se foi ao ouvir as palavras de Guilherme, mas a pessoa suspensa de repente se debateu.

Um medo começou a crescer no coração de Tatiana, que, apesar de mal conseguir se proteger, não pôde deixar de intervir.

- O que você está pensando em fazer? - Questionou Tatiana.

Então, Guilherme lançou um olhar de lado para ela.

- A senhorita não gostou do presente que te dei, já que não gostou, então vou me livrar dele. Há algum problema? - Indagou Guilherme.

Tatiana sentiu um calafrio.

- Sr. Borges, não sei por que se deu ao trabalho de procurar um presente para mim, mas, sinceramente, o Sr. Garrote não foi o que mais me prejudicou no meu caminho até aqui. Mesmo que ele tenha seus erros, não parece justo que o Sr. Borges vá tão longe por isso. - Disse Tatiana.

Das palavras de Guilherme, Tatiana percebeu sua malícia divertida.

Guilherme estava simplesmente usando o nome dela para justificar sua violência.

Ela então decidiu seguir a lógica dele.

Se ele tratava isso como um jogo, certamente seguiria as regras que ele mesmo estabeleceu.

Mesmo que agisse arbitrariamente, ele continuaria a desempenhar o papel de um ator, fingindo até o fim.

De fato, ele não avançou mais, e uma expressão de diversão ainda mais intensa tomou conta de seu rosto.

- Pelo que a Srta. Taís diz, não é que você esteja insatisfeita com o presente, mas sim com o conteúdo do pacote? Então quem você gostaria que eu eliminasse? - Perguntou Guilherme.

Ele se aproximava a cada passo, e o sangue que pingava de Breno Garrote no chão marcava o ritmo dos seus passos, fazendo o coração de quem ouvia tremer.

Tatiana também não recuou mais, resistindo à náusea e encarando ele, evitando a pergunta dele.

- Não estou certa, Sr. Borges? Se você já colaborou com Carolina antes, também deve entender como minha situação foi criada. Breno era apenas ganancioso, mas tanto antes quanto depois do retorno de Carolina, ele pareceu manter a mesma atitude comigo. Como posso dizer que os desafios que enfrentei inicialmente tinham algo a ver com o Sr. Garrote? - Explicou Tatiana.

Breno era uma pessoa que valorizava o lucro e, para ser honesto, enquanto vovô Jacarias estava vivo, ele era até bom para si mesmo.

Pelo menos parecia bom na frente dos outros.

Desde que pudesse tirar proveito de alguma situação, Breno não hesitaria em oferecer seu sorriso.

Claro, ele passava a maior parte do tempo fora da família Garrote, seja viajando a trabalho ou cultivando conexões, sem tempo para cuidar dela.

Quem sabe até mesmo de Carolina, sua própria filha, ele mal cuidava.

Portanto, colocar toda a culpa em Breno foi um tanto exagerado.

- O que a Srta. Taís disse parece ter algum sentido. - Disse Guilherme.

Após permanecer pensativo por alguns instantes ele acenou com a cabeça e de repente franziu a testa, parecendo confuso.

- Mas agora que já fiz isso por causa da senhorita, como vamos lidar com isso? - Perguntou Guilherme.

Ele então passou a questão para Tatiana.

Felizmente, desta vez ele não se pressionou a decidir a quem deveria passar esse tipo de presente, o que permitiu que Tatiana respirasse aliviada.

No mundo, o ciclo de bem e mal segue uma ordem.

O mal feito por Carolina já foi punido. Com a nova identidade de Tatiana revelada, aqueles que ajudaram Carolina também foram afetados. Por que ela deveria agir diretamente?

Quanto a Vitória Ramos, como mãe de Carolina, e agora com Carolina nessa situação, os dias dela certamente não eram dos melhores.

E ainda havia Lorenzo, cujo rosto havia sido quase totalmente destruído. Ela se torturava. Será que ela ainda precisaria de vingança?

Em vez disso, o verdadeiro instigador de seus maiores sofrimentos era a pessoa diante dela.

Mas mal se mexeu e sentiu a pressão em seu queixo aumentar, decidindo então encarar o impasse.

- Sr. Borges, mesmo que meus irmãos não representem uma ameaça para você, e se adicionarmos Lorenzo, Rafael e os outros? Se um não pode contra você, o que dizer de dez? Vale a pena enfrentar tantas pessoas por uma lição? - Indagou Tatiana.

Tatiana falou com uma calma forçada, fixando seu olhar diretamente em Guilherme.

Ela estava apostando.

Apostando que esse homem ainda possuía um vestígio de sanidade, entendendo o instinto humano de buscar benefícios e evitar danos.

Claramente, porém, Guilherme não se enquadra no que se considera normal.

Após ouvir Tatiana, ele deu uma gargalhada alta.

- Ter tantos para me enfrentar, não seria mais divertido? Srta. Taís, suas palavras apenas me fazem achar tudo isso mais interessante. - Zombou Guilherme.

Seus dedos longos e bem definidos desceram, agarrando novamente o pescoço de Tatiana, pressionando sobre as marcas já avermelhadas, apertando lentamente.

Tatiana prendeu a respiração, fitando ele com os olhos inflamados.

Guilherme parecia desfrutar, observando as lágrimas dela transbordarem incontrolavelmente, como se tivesse encontrado um brinquedo interessante.

- Srta. Taís, você realmente não me conhece. Eu até pensava em deixar você viver, mas depois de ouvir você falar, de repente acho sua sugestão ainda mais divertida. - Murmurou Guilherme.

Os olhos de Tatiana se encheram de lágrimas, caindo em razão da respiração ofegante.

Quando a morte se aproximou novamente, seu estado de espírito era completamente diferente.

Desta vez, ao contrário do desespero anterior ao ser estrangulada, ela continuava a encarar firmemente a direção de Guilherme.

Ela parecia querer gravar ele em sua mente, como se, mesmo na morte, nunca o deixaria em paz.

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