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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 200

Os camarões vermelhos e brilhantes, envolvidos em um aroma delicioso, ainda soltavam fumaça. Para Geovane, que já estava com muita fome, era uma tentação enorme. Mesmo com toda a sua força de vontade, ele não conseguiu evitar de engolir em seco, tentando pegar um dos camarões. Mas sua mãozinha se levantou e depois baixou novamente, enquanto seus olhos claros se fixavam em Tatiana, com uma voz incrivelmente séria.

- Papai disse que temos que sentar juntos à mesa para comer, não podemos pegar comida escondido na cozinha. - Disse a criança.

A criança falava seriamente, engolindo saliva, parecendo ao mesmo tempo lamentável e adorável. Se não fosse pelas mãos de Tatiana cheias de gordura, ela teria acariciado sua cabeça fofinha sem hesitar. Que sobrinho adorável ela tinha.

- Então você não precisa contar para o seu pai, veja o seu tio. - Disse Tatiana.

Tatiana estava prestes a falar sobre Eduardo, que estava levando seu frango, quando percebeu que ele tinha desaparecido da cozinha. Sem alternativa, ela retirou o olhar e descascou o camarão para Geovane.

- Come, ninguém vai saber. - Disse Tatiana.

- Não, eu tenho que esperar todos juntos. - Disse Geovanne engolindo em seco e balançando a cabeça obedientemente.

Tatiana não pôde evitar rir, mas não insistiu, engolindo o camarão ela mesma. Enquanto lavava os dedos, ela brincou com seu sobrinho.

- Seu pai também disse para você não correr por aí, por que você está se escondendo aqui? Você sabe como todos estavam preocupados te procurando? - Perguntou Tatiana.

Ao ouvir isso, o rostinho de Geovane se encheu de tristeza e culpa.

- Eu não fiz de propósito. - Disse Geovanne baixinho.

- Então você pode me dizer por que se escondeu? - Perguntou Tatiana.

Tatiana, depois de lavar as mãos, se agachou para ficar cara a cara com a criança, tentando descobrir algo. Mas o menino ainda estava cauteloso com a tia que tinha acabado de conhecer. Após um breve olhar, ele de repente saiu correndo.

Tatiana se assustou e rapidamente se levantou para o seguir. Assim que saiu, viu Eduardo, sem nenhuma dignidade, agachado no chão com um prato, com o rosto todo vermelho. Sem tempo para apreciar a cena constrangedora de Eduardo.

- Edu, rápido, segure ele. - Gritou Tatiana.

De outro lado, Alex e Giovanna, atraídos pelo aroma da cozinha, também apareceram no caminho e, ao ver Geovane nos braços de Eduardo, suspiraram aliviados.

- Meu pequeno tesouro, onde você estava? Todos estavam te procurando! - Disse Giovanna.

Se apressando para caminhar até ele e o pegando dos braços de Eduardo e o examinando de cima a baixo, temendo que ele tivesse se machucado.

Paloma, que seguia atrás, também estava com os olhos vermelhos.

- Ainda bem que encontramos, estava com medo de você ter saído e se perdido! - Exclamou Paloma.

Geovane, vendo as duas idosas com os olhos vermelhos, mostrou um rosto culpado e um pouco desajeitado.

- Desculpem, avós, não era minha intenção me esconder e deixar tristes. Por favo, não chore. - Lamentou Geovanne, abraçando o pescoço de Giovanna com seus pequenos braços rechonchudos e esfregando a cabeça nela.

O pai dele tinha dito que a avó dele estava doente e que precisavam sempre fazer ela feliz, senão a doença podia piorar.

- Avó, a nova cozinheira fez uma comida tão deliciosa, que tal irmos comer primeiro? Você não disse que a tia ia voltar hoje? Se ela te vir chorando, vai ficar triste, então, por favor, não chore, tá bom? - Pediu Geovanne.

O jeitinho infantil e fingido de Geovane fez Tatiana, que estava atrás, riu.

Ela ainda estava vestindo o avental que Paloma havia deixado na cozinha e, com as mãos na cintura, fingiu estar irritada.

- E isso não é porque você saiu escondido e deixou a avó preocupada? Agora sabe como usar minha comida para agradar, isso não está certo. - Disse Tatiana.

O pequeno imediatamente corou.

- Mas... - Hesitou Geovanne.

Provavelmente envergonhado por ter chorado assim, logo virou a cabeça e a enterrou no ombro de Tatiana.

Ele não sabia por quê, mas sentia um carinho especial por essa linda irmã mais velha.

As palavras dela de alguma forma o faziam se sentir menos triste. Embora ela o tivesse feito chorar.

Tatiana não o afastou, deixando ele a abraçar, até que o choro dele gradualmente cessou, foi quando ela pensou em empurrar ele para longe.

O pequeno, percebendo sua intenção, apertou imediatamente seus bracinhos curtos, com os olhos negros ainda cheios de lágrimas olhando ansiosamente para ela.

Tatiana, sem alternativa, acabou o pegando no colo.

- Pequenino, não queria comer o que te dei há pouco, desconfiado como sei lá o quê, e agora não quer me soltar? - Brincou Tatiana.

Geovane, com os lábios apertados, não respondeu, encostando a cabeça nela de forma muito carinhosa.

Esse gesto amoleceu o coração de Giovanna e Paloma.

Dizem que crianças de cinco a seis anos não são agradáveis, mas este menino sempre foi muito comportado desde pequeno, compreensivo ao ponto de causar pena, às vezes desejando que ele causasse algum transtorno.

Agora, ao ver ele assim, era como se um peso caísse do coração delas.

Giovanna sorriu e estava prestes a chamar todos para comerem algumas frutas e esperarem Leopoldo e os outros para o jantar, quando foi surpreendida pelas palavras de Geovane e parou no caminho.

Ouviu o pequeno, deitado no ombro de Tatiana, com uma voz cheia de tristeza.

- Moça bonita, você pode ser minha mãe? - Murmurou Geovanne.

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