Ao lembrar que o sogro havia traído a esposa com Giovana anos antes, e que Giovana tinha sido justamente a secretária dele, Cíntia mantinha a guarda alta contra aquela bela secretária.
Cíntia mantinha a guarda alta contra aquela bela secretária, com medo de que ela seguisse o exemplo de Giovana e acabasse na cama de Wilson.
— A senhora não tem vindo muito à empresa ultimamente, por isso perguntei ao vê-la hoje. Foi um erro da minha parte me expressar assim. A senhora é tão compreensiva, por favor, não leve a mal.
A secretária manteve o sorriso conciliador, assumindo que havia dito algo inapropriado.
— A senhora veio procurar o Senhor Vieira? O vice-presidente está com visita, então talvez não seja um bom momento. A senhora não gostaria de esperar na sala VIP?
Cíntia parou de andar e perguntou:
— Wilson está com algum cliente?
— Não é um cliente.
— Então ele está em reunião com a diretoria discutindo alguma coisa?
— Também não.
— E que tipo de visita é tão importante a ponto de me mandarem esperar na sala VIP quando eu chego?
Cíntia ignorou a secretária e caminhou a passos largos em direção à sala do vice-presidente.
Contanto que Wilson não estivesse atendendo clientes ou discutindo assuntos de trabalho com os executivos, ela poderia entrar a qualquer momento.
A secretária foi atrás de Cíntia, dizendo enquanto andavam:
— Mas o Senhor Vieira me deu ordens de que ninguém deve entrar sem a permissão dele.
— "Ninguém" também me inclui? Por acaso ele mencionou o meu nome, dizendo que até eu estou proibida de entrar?
A secretária não ousou dizer mais nada.
Cíntia soltou um bufo frio e empurrou a porta para entrar.
Ela nem se deu ao trabalho de bater na porta.
Ao entrar, deparou-se com uma jovem desconhecida em pé ao lado de Wilson. Ela era muito bonita e bastante jovem, e segurava nas mãos um recipiente térmico aberto.
Cíntia a ouviu dizer com uma voz manhosa:
A secretária tinha que agir às escondidas, ciente de que não era fácil lidar com Cíntia.
Mas isso não a impedia de usar as mãos de Cíntia para se livrar de Júlia Almeida.
Antes que Wilson pudesse responder, viu alguém se aproximar apressadamente, seguido pelo som alto de um tapa.
Ele ouviu Júlia Almeida soltar um grito.
Em seguida, a mão derrubou o recipiente térmico, que caiu no chão esparramando o caldo por todo lado, inclusive espirrando algumas gotas nas roupas de Wilson.
— Quem é você e como ousa me bater?!
Júlia Almeida segurou o rosto estapeado e, ao ver Cíntia que havia invadido a sala, perguntou furiosa. Logo depois virou-se para Wilson e disse:
— Wilson, quem é essa mulher? Ela simplesmente entrou e me deu um tapa! Você tem que me defender!
— O tapa doeu muito.
Cíntia estava tão irada que, sem pensar duas vezes, desferiu-lhe mais um tapa no rosto.

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