Daniela estava ansiosa pela volta da mãe e do tio para morarem com ela, assim a casa ficaria mais animada.
A mãe poderia cuidar dela, e ela também poderia cuidar dos três mais velhos.
Bem, a mãe e o tio ainda não podiam ser considerados idosos.
— Entendido, então vou pegar um táxi direto para a sua casa. Ficamos assim, conversamos quando chegarmos.
— Tá bom.
Após encerrarem a ligação, Wilma disse ao irmão e à cunhada:
— Nós trocamos a passagem de última hora e voltamos mais cedo. Como não avisamos a Daniela, não vamos esperar que ela venha nos buscar. Vamos pegar dois táxis.
Eles tinham muitas malas, não caberia tudo em um carro só.
O tio de Daniela concordou:
— Eu já tinha dito para pegarmos um táxi. Não precisava fazer a Daniela vir até aqui.
— A Daniela anda muito ocupada agora.
Wilma sorriu:
— Achei que ela estivesse livre à noite.
— Passamos tanto tempo viajando que eu estava morrendo de saudade da minha filha.
— Nem me fale, eu também estou com saudade dos meus filhos — disse a cunhada, sorrindo. Embora os filhos já fossem adultos e responsáveis, não exigindo mais tanta preocupação dos pais, passar tanto tempo longe de casa sempre despertava a saudade de mãe.
Os três foram pegar as bagagens. No total, eram seis malas. Cada um saiu puxando duas.
Nesse momento, o celular de Wilma tocou.
Ela parou, tirou o celular, olhou o identificador de chamadas, hesitou por um instante e atendeu.
— Francisco Pinto.
A ligação era do ex-genro.
— Mãe, a senhora, o tio e a tia já desceram do avião? Me mande a localização, eu vou buscar vocês.

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