Júlia Almeida havia levado o primeiro tapa porque estava desprevenida. Mas agora, ao tentar atacá-la novamente, Júlia Almeida não seria tola o suficiente para permitir que ela a acertasse.
Os reflexos de Júlia Almeida foram rápidos e, em vez de ser atingida, ela desferiu um tapa em Cíntia primeiro.
Os dois tapas ecoaram quase ao mesmo tempo: Júlia acertou Cíntia, e Cíntia também acertou Júlia.
A fúria de Cíntia atingiu o ápice e ela esbravejou:
— Sua vadia, você ainda tem a audácia de me bater! Você tenta seduzir o meu marido, é pega em flagrante e ainda acha que pode me bater?
Ela jogou a bolsa de lado, deu dois passos à frente, agarrou Júlia Almeida e as duas começaram a brigar violentamente.
— Querida, querida!
Wilson tentou impedi-las.
Ele tentou puxar Cíntia, mas no momento em que a segurou, acabou fazendo com que a esposa levasse outro tapa de Júlia Almeida. Enfurecida, Cíntia o empurrou e continuou a briga com Júlia Almeida.
No fim das contas, Júlia Almeida ainda era jovem demais e não tinha a malícia de Giovana. Na luta contra Cíntia, ela estava em desvantagem, sendo arranhada, espancada e puxada, e ficou num estado lamentável.
— Querida, já chega, pare de bater! Isso é apenas um mal-entendido!
Wilson avançou para intervir mais uma vez. Desta vez, ele não segurou a própria esposa, mas puxou Júlia Almeida. Ao fazer isso, não só impediu que as duas continuassem brigando, como também salvou Júlia Almeida. Se ele não a tirasse dali, ela apanharia muito mais.
— Dê o fora daqui!
Depois de separá-la, ele arrastou Júlia Almeida com força até a porta do escritório, abriu-a e a empurrou para fora, fazendo-a cair sentada no chão.
— Secretária, expulse-a daqui! E a partir de hoje, sem a minha permissão, não deixe essa mulher entrar!
Júlia Almeida havia entrado junto com Giovana.
— Wilson, é assim que você me retribui? Sabe o quanto eu me sacrifiquei por você? O quanto de lucros eu trouxe para a Família Vieira? Você prometeu que cuidaria de mim, que me amaria e que me trataria bem pelo resto da vida!
— E ainda assim você tem a coragem de me trair. Como pôde fazer isso comigo? Quando o seu pai cometeu adultério, você ficou tão furioso e disse que ele havia decepcionado a Senhora, e agora você age exatamente como ele. É essa a lealdade que você me oferece?
Wilson a abraçou, levou-a até o sofá e se sentou. Ele pegou um lenço de papel para limpar as lágrimas dela e disse com uma voz suave:
— Amor, como eu poderia te trair? Eu já disse, foi tudo um mal-entendido.
— Eu não tive um caso. Nós crescemos juntos desde pequenos, somos namorados de infância. Você preenche a minha mente e os meus olhos. Já falei que nesta vida só amarei você, então como seria possível eu cometer uma traição?
— Não importa o quão bonitas ou incríveis sejam as mulheres lá fora, nenhuma delas vale uma fração do que você é.
— Eu senti na pele a dor que a infidelidade do meu pai causou em mim e na Senhora. Como eu poderia permitir que você passasse por um sofrimento igual?

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