— Mãe.
Daniela se aproximou, lançou um olhar para Francisco e afetuosamente entrelaçou o braço no da mãe.
Ao ver o tio e a tia saindo do carro dos guarda-costas, ela também os cumprimentou.
— Boa noite, Dona Wilma.
Victor cumprimentou educadamente.
— Senhor Amaral.
Wilma retribuiu com um sorriso. Ela sempre teve uma boa impressão de Victor.
— A senhora pode me chamar apenas de Victor.
Ao ver os guarda-costas tirando as malas do carro, Victor se adiantou para ajudar a puxá-las, mas Francisco instruiu os seguranças:
— Levem todas as malas para dentro, não incomodem o Senhor Amaral com isso.
Victor não chegou a tocar nas malas, e os guarda-costas da Família Pinto as levaram imediatamente para dentro da casa.
Daniela olhou para Francisco, e ele também olhou para ela. Quando os olhares se cruzaram, ele explicou:
— Eu por acaso fui levar um cliente importante ao aeroporto. Ele estava com pressa para voltar e comprou a passagem de última hora, por isso o voo era à noite.
— Acabei encontrando a mãe e o tio chegando, então aproveitei para dar uma carona a eles.
Daniela agradeceu a ele.
— Não precisa agradecer, foi só porque estava no caminho. Não fui lá de propósito para buscar a mãe.
— A mãe e o tio devem estar cansados depois de horas de voo. Leve-os logo para dentro para descansarem. Eu também vou para casa, amanhã tenho uma viagem de negócios. Meu voo é às nove e cinquenta da manhã, preciso acordar bem cedo.
Daniela ficou em silêncio por um momento e disse:
— Já que você tem um voo amanhã, não vou convidá-lo para entrar. Vá logo para casa descansar.
Os olhos de Francisco brilharam, e ele respondeu imediatamente:
— Não tenho tanta pressa. Vou resolver assuntos da filial, e também tenho uma casa lá. Não me falta nada, nem preciso levar bagagem. É muito mais prático, pelo menos não preciso arrumar as malas.
— Entrar um pouco não fará mal, nem mesmo comer um lanche da noite.

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