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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 534

Os cantos da boca de Dimas curvaram-se em um sorriso de escárnio:

— Oficial, não entendo do que está falando. Aquilo na internet são apenas rumores maldosos. Nunca me envolvi em nada ilícito. Podem investigar o quanto quiserem, tenho as mãos limpas.

Vendo a expressão tranquila de Dimas, que adotava a postura de um injustiçado, o oficial virou-se para Rodrigo, que estava ao seu lado:

— Rodrigo, mostre as provas para o Sr. Dimas dar uma olhada.

Rodrigo abriu a pasta que estava ao seu alcance e a estendeu para Dimas.

Dimas abaixou os olhos para olhar. Momentos depois, a sua expressão transformou-se radicalmente, e o seu corpo, antes recostado na cadeira, tensionou-se involuntariamente.

— Sr. Dimas, agora o senhor pode responder adequadamente às nossas perguntas?

Ao sair da delegacia, o advogado ligou imediatamente para Eduardo.

— Sr. Eduardo, a situação é mais delicada do que parecia. Não consegui soltar o Sr. Dimas sob fiança e... é provável que ele seja condenado.

O advogado havia visto as provas apresentadas pela polícia.

Aquelas provas eram suficientes para Dimas pegar a pena máxima.

O Grupo Serpa também sofreria sérias consequências.

Do outro lado da linha, não se ouviu o tom enfurecido que o advogado imaginara, nem mesmo sinal de pânico.

— Se a situação está assim tão crítica, reúna-se com os outros advogados e deem um jeito de conseguir uma pena mais branda para ele.

— Sr. Eduardo, preciso informá-lo detalhadamente sobre a situação. O senhor está na empresa? Eu passo aí.

A linha ficou em silêncio por alguns segundos antes que Eduardo respondesse:

— Tudo bem. Venha para cá então.

Uma hora depois, após ouvir a análise do advogado, Eduardo declarou com um semblante calmo:

— Já que ele cometeu um erro, que a justiça o condene como deve ser. Esse escândalo já tomou proporções enormes na internet, alguém precisa assumir a responsabilidade.

Apesar do tom casual de Eduardo, o advogado ficou secretamente alarmado.

— Inês, você saiu?!

Inês assentiu com a cabeça:

— Sim. O Valdir me contou que você encontrou as provas dos crimes do Dimas e que por isso fui inocentada tão rapidamente. Obrigada.

— Não foi mais do que a minha obrigação. Venha sentar-se logo, a sua avó esteve muito preocupada com você nestes últimos dias.

Inês olhou para Dona Alves no leito de hospital. Tendo ficado sem vê-la por apenas alguns dias, a senhora parecia muito mais magra e enfraquecida, com o rosto pálido.

— Vovó, me perdoe por deixá-la preocupada.

Ela aproximou-se da cama e segurou a mão que Dona Alves lhe estendia.

Ao ver que, fora uma leve expressão de cansaço, não havia nada de errado com Inês, o coração de Dona Alves finalmente se acalmou.

— O importante é que você voltou, que bom que voltou!

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