Inês empurrou Lucas para fora do elevador e comentou:
— Não é à toa que este hotel é tão caro. Parece que todo o dinheiro foi gasto na compra dessas flores. E por que a decoração deste restaurante parece um pouco estranha?
Ela não deixava de sentir que a ornamentação do restaurante era excessivamente grandiosa. Para um simples local de refeições, havia necessidade de tanta extravagância?
— Vamos entrar.
Inês empurrou Lucas para o interior do restaurante. Assim que cruzaram a entrada, ela viu Francisco sentado não muito longe dali, e no local também estavam Dona Alves, Afonso, Bianca, Benícia e outras pessoas.
Ela parou de andar, olhou para Dona Alves e perguntou:
— Vovó, por que a senhora está aqui?
— E Benícia... Por que todos vocês vieram? E ainda por cima sem me avisar nada.
Assim que ela terminou de falar, Lucas, que antes estava sentado na cadeira de rodas, levantou-se de repente. Tirou uma caixinha de anel do bolso e ajoelhou-se sobre uma perna diante de Inês.
— Inês, nestes últimos tempos eu tenho pensado muito. Pensei sobre onde faria o pedido, pensei se você aceitaria. No final, decidi que deveria pedi-la em casamento diante de sua família e de seus amigos, para que pudessem testemunhar juntos a nossa felicidade. Você aceita se casar comigo?
Inês ficou imóvel, paralisada. Ela olhou para o anel nas mãos de Lucas e depois para a postura dele ajoelhado. Não havia o menor sinal das pernas trêmulas que ele demonstrava durante a reabilitação no dia anterior.
— Então, as suas pernas já estão curadas?
Lucas:
— ... Esse não é o ponto principal. O importante é que eu quero passar o resto da minha vida com você. Você aceita se casar comigo?
— Espere aí, como isso não é o ponto principal? Então você obviamente já estava recuperado, mas fingiu diante de mim que a reabilitação não estava completa. Você me enganou de novo?
Lucas parecia um pouco impotente:
— Inês, eu só fiz isso para poder preparar essa surpresa para você, não foi?
Inês olhou para ele, aborrecida. Para preparar uma surpresa, não havia necessidade de mentir para ela, certo?


As mãos de Inês, ao longo do corpo, fecharam-se lentamente, e ela olhou para Lucas instintivamente.

O coração de Inês acelerou de forma incontrolável. Ela tinha a plena certeza de que ele era a pessoa com quem desejava passar o resto da vida.
Além disso, sentia que jamais encontraria outra pessoa capaz de dar a vida por ela, e tampouco queria procurar.
Passar o resto dos seus dias caminhando de mãos dadas com ele era, para ela, a maior das felicidades.
Ao pensar nisso, os sentimentos de Inês clarearam de repente. Ela sorriu e estendeu a mão para Lucas.
— Sr. Lucas, obrigada por ter entrado em minha vida e obrigada por caminhar firmemente em minha direção.
— Para o resto da nossa vida, por favor, cuide bem de mim!
(Fim do Livro)

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento!