— Sinto muito por tê-la preocupado.
As duas conversaram por um tempo e, notando que Dona Alves demonstrava exaustão, Inês despediu-se e saiu.
Assim que deixou o quarto, deparou-se com Afonso.
Ao ver Inês, Afonso exibiu um semblante neutro:
— Que bom que você saiu. A propósito, eu já resolvi os assuntos da empresa. Você não precisa mais voltar para lá, tire os próximos dias para descansar.
Inês concordou com a cabeça:
— Entendi. Por falar nisso, será que o Dimas ainda tem chance de sair dessa vez?
Afonso assumiu uma expressão mais séria:
— Não é garantido. O Dimas é o herdeiro do Grupo Serpa. Acredito que o Eduardo usará todos os meios possíveis para tirá-lo de lá.
— Então devemos causar um estrago ainda maior com isso. Assim, se o Eduardo quiser acobertar o Dimas, terá de aceitar que o Grupo Serpa afundará junto.
— Foi o que eu pensei também. Por isso, tenho monitorado cada movimento do Grupo Serpa. Assim que o Eduardo tentar qualquer manobra, os jornalistas exporão tudo imediatamente.
— Espero que o Dimas pague o preço que merece desta vez.
— Eu cuidarei disso, não precisa se preocupar. Apenas descanse, você passou por muita coisa recentemente.
Após a partida de Inês, Afonso entrou no quarto do hospital, confirmou que o estado de Dona Alves era estável, fez-lhe companhia por um tempo e também foi embora.
Na residência da Família Serpa.
Ao descobrir que Eduardo pretendia virar as costas para Dimas, Fernanda desferiu-lhe um tapa no rosto.
— Eduardo, não se esqueça de que, se não fosse pelo meu apoio no passado, você jamais teria chegado aonde está hoje. Se não arrumar um jeito de salvar o Dimas, não me culpe se eu botar a boca no trombone e revelar tudo o que você fez.
Eduardo fechou a cara, trincando os maxilares de raiva:
— Você acha que eu não quero salvá-lo? O problema é que as provas dos crimes dele já foram entregues ao tribunal. Se eu for tentar tirá-lo agora, só vou arrastar a Família Serpa e o Grupo Serpa para o buraco junto com ele.
Eduardo ia rebater quando um empregado entrou às pressas na sala de estar, exibindo desespero no rosto.
Com uma expressão terrível, Fernanda gritou:
— Qual o motivo dessa algazarra?! Se não quer mais trabalhar aqui, rua!
O empregado balançou a cabeça rapidamente:
— Senhora... lá fora... tem dois policiais no portão. Disseram que há um caso relacionado ao Sr. Eduardo e vieram intimá-lo a ir à delegacia para prestar esclarecimentos.
— O quê?!
O pânico apossou-se de Fernanda no mesmo instante. Dimas já estava atrás das grades. Se algo acontecesse com Eduardo também, o que seria dela?
A expressão de Eduardo também se alterou. Com a voz fria, ordenou:
— Entendido. Volte lá fora e diga aos policiais que irei imediatamente.

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